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Rock Brado
 


As origens dos nomes de algumas bandas

 

 

Juntei aqui algumas histórias sobre a origem dos nomes de algumas bandas. Aproveitei para incluir alguns comentários engraçadinhos aqui e acolá, às vezes abusando do uso dos parêntesis (eu sei, eu sei, mas é meu estilo, fazer o quê).

 

Deep Purple – no começo da banda, no século passado (é difícil se acostumar com essa idéia – eu nasci no século passado!), lá pelos idos de 1968, rolava um tipo de LSD na Califórnia, chamado “Deep Purple”. Quando a banda começou a ser conhecida nos Estados Unidos, teve gente que achou que se tratava de mais uma banda de “doidões”. Mas a origem do nome é bem mais prosaica. “Deep Purple” é uma velha canção, a preferida da avó de Ritchie Blackmore, o guitarrista  e um dos fundadores da banda. Foi uma escolha de sorte, especialmente porque a segunda canção que a avó dele mais gostava era “Tico-tico no fubá”.

 

Rainbow – O Deep Purple foi um dos participantes do Califórnia Jam, que rolou em 1974. Além do Purple estavam lá Emerson, Lake & Palmer; Black Sabbath; Black Oak Arkansas e outros. A decoração do palco era um arco-irís (em inglês, Rainbow; em italiano, Arcobaleno e por aí vai...), o que inspirou Ritchie a dar o nome da banda que ele formou ao sair do Purple, em 1975. O arco-íris anos depois foi adotado como símbolo pela comunidade gay, mas isso não tem nenhuma ligação com a banda, aliás nem deveria ter sido comentado aqui. Esquece.

 

Emerson, Lake & Palmer – o nome dessa banda permanece um mistério até hoje. O que levaria os músicos ingleses Keith Emerson (tecladista); Greg Lake (baixista e vocalista) e Carl Palmer (baterista) a escolher esse nome? Cartas para a redação. Do Estadão.

 

The Doors – uma tradução grosseira seria “Os portas”. Pense bem, quem apostaria no sucesso de uma banda com um nome desses, “Os portas”? É por isso que eu afirmo, se você tem uma banda e ela for realmente boa, o nome é o que menos importa. Pode ser até “Os Bracholas” ou “Não existe queijo”. Mas, voltando à parte séria deste troço, o nome da banda (“The Doors”) é inspirado no livro “As portas da percepção”, de 1954, do inglês Aldous Huxley (o mesmo de “Admirável Mundo Novo”), que, entre outras coisas, relatava experiências de expansão da mente com o uso de drogas alucinógenas. 

 

Thin Lizzy – nome sugerido pelo primeiro (de muitos, sempre brilhantes) guitarrista da banda irlandesa, Eric Bell. É baseado  no nome de um personagem da revista “Dandy”, de história em quadrinhos, chamado “Tin Lizzie”. O Eric quis sacanear os vizinhos de Dublin (ele é de Belfast), que não pronunciam o “h” em palavras como “three” e “thick” e mudou um pouco a grafia do nome. Muitos dias depois deste texto ir para o ar (ar?), li na 4Rodas de Janeiro de 2.007 que o Ford modelo "T", fabricado  entre 1913 e 1927, por sua confiabilidade (e outras qualidades) no mercado americano, ganhou o apelido de "Tin Lizzie" (tradução da revista: "empregada de lata"). Mais um elemento que só faz crescer o mito em torno da verdadeira origem do nome dessa querida banda. Aguardem, em breve, mais uma versão.

 

Wishbone Ash – traduzindo, “Cinza do Osso dos Desejos”. Que nome, hein? Quando eu era moleque, aproveitando o fato de que essa banda nunca foi muito famosa por aqui (uma grande injustiça, por sinal) eu soltava, no meio de um papo, um “pô, esse som aí parece o Wishbone Ash”, dando uma certa carregada na pronúncia. Impressionava a moçada.

Escrito por cucci às 21h47
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Bobeira. Deixa para lá. Mas, quem diria que o significado do nome era essa coisa esquisita. Então, como surgiu? Pelo que consta nos anais (êpa!), o que rolou foi que na hora de batizar a banda, os músicos resolveram escrever todos os nomes que viessem à cabeça em pedaços de papel  e os colocaram em um chapéu. Os dois primeiros sorteados foram esses e assim ficou. Sobre o tal “osso dos desejos”, vale o registro: não sei se ainda se brinca disso, mas no peito da galinha tem um osso com o formato de uma forquilha. A brincadeira é feita em dupla. Cada um faz seu desejo e puxa uma das hastes da forquilha, simultaneamente com o parceiro. O que ficar com a parte maior, tem seu desejo realizado.

 

Lynyrd Skynyrd – esse grupo americano tem muitas histórias. A do nome é conseqüência de uma brincadeira com o professor de educação física dos fundadores da banda, que eram colegas de escola. Eles eram perseguidos pelo um tal Leonard Skinner, que não gostava dos cabelos compridos e do comportamento dos garotos. Mudaram um pouco a grafia do nome do professor e a banda estava batizada. Ficou tão esquisito que o primeiro álbum trazia a prosódica explicação: “Pronounced Leh-nerd Skin-nerd”.

 

The Doobie Brothers – a princípio, muito fácil. Seria como em “Allman Brothers”, formada pelos irmãos Allman (Greg e Duanne). Mas, consultando as várias formações da banda, nota-se que nunca houve nenhum cara de sobrenome “Doobie” entre os músicos. Acontece que essa era uma gíria da época para pessoas usuárias de drogas. Ficou meio bandeiroso, não? Em tempo, “bandeiroso” é uma gíria contemporânea a “Doobie”.

 

Pinto – nome de uma grupo argentino, fundado pelos irmãos Jacinto e Cornélio Pinto, que se inspiraram em casos semelhantes de bandas batizadas com o sobrenome dos seus integrantes, como Van Halen, Santana, Greenslade e Argent, entre outras. No show deles a platéia argentina é uma diversão à parte, gritando: “quieremos lo Pinto, quieremos lo grán Pinto...”

 

Kansas – formada por músicos americanos, que resolveram homenagear o estado em que nasceram. Só que o nome do tal estado me fugiu agora. Me desculpem...

 

Moot the Hoople, Steely Dan,  e Soft Machine – o que essas bandas tem em comum? Seus nomes foram extraídos de títulos de obras de escritores americanos . O primeiro caso vem de um conto de Willard Manus. Os dois últimos foram extraídos de trabalhos de William Burroughs, um dos expoentes do movimento “beat”. Restam as dúvidas: será que os músicos das bandas realmente leram essas obras? Será que os escritores os autorizaram a usar esses nomes? Será que essas duas últimas perguntas têm alguma importância?

 

Curved Air – sim, esse nome (ar curvado) tem uma explicação! Foi extraído do título de um álbum do músico Terry Riley, chamado “Rainbow in the curved air”. Riley é um compositor californiano, um dos primeiros a fazer música “minimalista”. Humm... preciso me lembrar de depois fazer alguns trocadilhos com “minimalista”.

 

Van der Graaf Generator – Existe um dispositivo chamado “gerador de Van der Graaf”, que é usado em pesquisas na área da Física. Não sei o motivo, mas seu fundador, Peter Hamill, um dos raríssimos músicos do Rock que merecem ter o nome precedido de “gênio”,

Escrito por cucci às 21h46
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resolveu homenagear sua banda com o nome do tal aparelho. Parece que a segunda opção era “Bico de Bunsen”.

 

Led Zeppelin – essa é a origem mais manjada de todas. Todo cara que houve Rock sabe que foi o Keith Moon que sugeriu o nome, Zepelim de Chumbo, pois a banda era pesada, mas voava. O que sempre (sempre? Exagero. Vamos dizer que me intrigou por uns sete minutos no total) me intrigou é que chumbo, em inglês, é “lead” e não “led”. Depois de algum tempo é que eu descobri que o Jimmy Page tirou o “a” do nome para evitar que pronunciassem “Lid”, ao invés de “Led”.

 

Cream – um dos nomes mais humildes da história. Significava que os caras eram o “creme” (“cream”, em inglês, é “creme”. Eu manjo de inglês, vocês já devem ter percebido) da cena musical da época. Tá certo que, no caso, os caras eram só o Eric Clapton, o Jack Bruce  e o Ginger Baker, mas como eu costumo dizer, “modéstia e pizza não fazem mal a ninguém...”.

 

Status Quo e Procol Harum – este é a parte dedicada aos nomes em latim. Eu adoro o Status Quo, mas nunca gostei do nome, pois acho que ele representa o oposto do que se espera de uma verdadeira banda de Rock. Para deixar claro o significado do nome transcrevo o que consta no “Dicionário de Expressões em Latim Usadas no Brasil”, de David Jardim Júnior (Ediouro, 1988): “ao pé da letra: no estado em que. A expressão, em sua integridade é: status quo ante, isto é, no estado em que (alguma coisa ou situação) se achava antes. Por comodidade, passou-se a usar apenas o começo da frase, substantivando-a. Os norte-americanos, em vez de usarem simplesmente as duas palavras como um único substantivo, acharam que deveriam colocar tal substantivo no nominativo: status. E criaram o horrendo status quo (uma espécie de ‘nós vai’ ou ‘pessoal foram’), que logo centenas e centenas de brasileiros passaram a imitar servilmente”. Tudo bem, David, mas porque também não colocastes Procol Harum no seu dicionário! Ajudaria bem, porque existe uma certa polêmica neste caso. A princípio, procol harum significaria “para além das coisas” (ou algo assim, eu me viro com o inglês, mas latim, et durum...). Mas, já li que em latim a grafia correta seria procol his. Enfim, uma questão da mais alta relevância para a humanidade, que, ao meu ver, deveria  ser desvendada em conjunto com “We skipped the light fandango”, primeira estrofe da letra de “Whiter shade of pale”, grandioso sucesso do Procol e cujo significado eu não faço a menor idéia. Essa, até para um cara que manja de inglês, como eu, tá difícil.

 

Kayak – encero este lote com essa banda européia de Rock Progressista (se eu não me engano, é holandesa. Se eu me engano, então é de outro país), que teve um disco lançado no Brasil, nos anos setenta, chamado “See see the sun”, que eu gostava. “Kayak” é aquele barco, caiaque, mesmo. Então, por que constar nesta esclarecedora seção? Só porque é um dos raros nomes da banda que forma um palíndromo, coisa que eu acho interessante e que tem muita gente que adora, como o cartunista Laerte, da Folha. “Socorram-me, Kayak em Marrocos!”. O quê? Já não basta ser um palíndromo, ainda querem que diga coisa com coisa?

Escrito por cucci às 21h46
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Críticas Improváveis 3

 

Jequitinhonha Records

 

Houve uma época em que eu estava bem. Eu era o crítico principal da “Coisas legais em revista”, uma prestigiosa publicação de Garanhuns. Mas, um dia, tive uma discussão séria com a chefe de redação, Dona Filipeta, que me colocou na geladeira. Só recentemente descolei esse trabalho aqui neste prestigioso blog. Como ainda sou novo na casa, ainda não pego os lançamentos quentes para criticar. Este mês, por exemplo, fiquei com os CDs infantis. É meio ruim, mas é melhor do que os do mês passado, quando me passaram só CDs com trilhas sonoras de filmes iranianos alternativos. O negócio é caprichar nas críticas dos infantis para, quem sabe, eu pular uns degraus na escada para ser, de novo, o crítico principal de uma prestigiosa publicação. Bem, vamos aos CDs. Me deram três, todos da nova potência do ramo da música para crianças, a Jequitinhonha Records. O primeiro é de Chatotorix, um compositor argentino fã de filmes chineses de artes marciais, que lançou a obra “Criança tem que encarar a realidade”. Neste CD, ele traz algumas cantigas de roda adaptadas, com letras sobre assuntos atuais, pois sua filosofia é que as crianças desde cedo devem conhecer a dureza do mundo. A primeira faixa é “A verdade sobre a Máfia”, depois se sucedem “Comércio de órgãos” e “O assassinato de Trotsky”. O CD é bem produzido. Talvez o encarte não precisasse mostrar fotos tão realistas. Mas, mesmo o dono da gravadora sendo cunhado do dono deste blog, eu não posso concordar com a faixa “Seja um político e enriqueça, de um jeito ou de outro”...O outro lançamento é do compositor “3” (é isso mesmo, o nome do cara é o número 3, vai entender...). Bem, a proposta do 3 é de musicar piadas. O CD tem 32 faixas, cada uma contando uma piada, com arranjos que variam da polca ao maxixe, passando até por alguns ritmos que eu não consegui identificar. Não sei, mas não me parece muito indicado para crianças, especialmente pela seqüência de piadas sobre travestis. O último dos 3 lançamentos (cuidado, não confunda com o “3”, artista do último parágrafo) é o do compositor e escafandrista Joaquim Manuel-Joaquim, responsável pela obra “O código civil para crianças”. A proposta até que é boa, trazer para a meninada as nossas leis, com uma linguagem acessível e de forma musicada. Se a idéia é boa, a execução, já não sei... as vocalizações são de deputados aposentados, que cantam deitados em redes e tomando caipirinhas de vodka. O problema é que são raras as vezes em que eles acertam uma concordância verbal. Plural, então, não rola mesmo. Pode assustar um pouco a criançada. Talvez seja melhor dar a eles um CD do Motorhead.



Escrito por cucci às 21h45
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Críticas Improváveis 2

 

SELTAEBEHT

 

Bem, os meus colegas e amigos, isto é, meu amigo, porque eu só tenho um. Se bem que não nos falamos há sete anos, nem sei se ele está vivo... Aquele gordalhão, ainda não me devolveu os gibis da Vaca Voadora...Só falta ele ter morrido e eu ter ficado sem aquelas raridades! Mas, eu falava...ah, sim, de nada, até agora. Onde eu pretendia chegar com aquele começo clássico do “bem, ...” era na conclusão que todo grande crítico é no fundo um pesquisador, um arqueólogo, um garimpeiro, um desbravador e um monte de outras palavras análogas que poderiam seguir com a idéia se eu não estivesse com preguiça para consultar o dicionário. Para provar essa história de pesquisador etc, vou contar sobre minha última descoberta. Sabiam que o Azerbaijão é sede da gravadora mais alternativa do planeta? Trata-se da “Darintabetofusc”, palavra que quer dizer, no idioma local, “gravadora mais alternativa do planeta”. Pois, bem, a “Darinta”, como os aficionados a chamam, tem em seu catálogo coisas extraordinárias. Minha mais recente descoberta é a coleção “SELTAEBEHT”, que traz em uma caixa, todos os discos dos Beatles regravados de traz para frente. O objetivo é evidente: saciar os fãs mais jovens que querem verificar se existem mesmo mensagens gravadas de forma invertida nos álbuns da banda e, obviamente, isso não pode ser confererido nos CDs! Sabem como é, tem aquela lenda que em um dos discos é possível ouvir a frase “Paul is dead” (ou seja, Paul é papai) em um dos discos dos Beatles, se ele for tocado ao contrário. Como um verdadeiro detetive (ei, eu podia ter usado essa lá atrás, depois de “desbravador!”), eu comprei a coleção e ouvi atentamente todos os CDs. De cara, dou uma opinião que, talvez, vá desagradar aos fãs dos Beatles, mas, paciência, são “the bones of the job” (“os ossos do ofício”. Eu manjo de inglês, vocês já devem ter notado). É o seguinte: as músicas dos Beatles quando ouvidas de trás para frente, são uma..., como eu diria, merda. Sim, uma merda! Ou, “amu adrem”. Sacaram? Caras inteligentes como eu são assim, bem humorados. De qualquer forma, não achei a tal frase do “Paul is dead” em CD nenhum. Na verdade, não dá para distinguir quase nada. Eu só percebi na “Eleanor Rigby” um trecho onde, nitidamente, o Paul canta “rite palo palo”, coisa que eu não tenho a menor idéia do que significa. Pode ser influência daquele cara que andava com eles. Como era mesmo o nome? Taj Mahal. Ou será que era Mahavishnu...sei lá, um desses caras indianos. Não achei, por exemplo, a citação “et pur si muove”, que me falaram que o Ringo canta lá no meio da “Don´t pass me by”. O duro é que tive que ouvir essa música, que eu detesto, umas vinte vezes - e ainda por cima, ao contrário! - e acabei não ouvindo a tal frase em francês, consagrada pelo Descartes. Ou será que foi pelo Freud? Sei lá, um desses caras franceses aí...De qualquer forma, a única coisa espantosa, que merece ser citada é na “Hey Jude”. Essa sim, além de um espanto é também mística. E também é enigmática. E intrigante, também. E é muito, muito instigante. Ah, esses meus exercícios estilísticos... Eu transmito cultura em cada frase, meus caros. A Academia? Ora, por que não? Eu não nego, nem desnego. Ôpa, me perdi! Onde estava? Oh, sim, a frase da “Hey Jude”. Pasmem, lá pelo meio da música, quando tocada ao contrário, é absolutamente clara a frase: “Zé, me dá um kibe!”. Que coisa! O que significará? Que mensagem oculta haveria por trás disso? Eu não sei. O fato é que os Beatles, passados tantos anos, ainda nos reservam surpresas! É só por essa que eu recomendo o investimento na compra da caixa. São oitocentos tatus muito bem empregados (“Tatu” é a moeda lá no Azerbaijão. Equivale a uns oitocentos e dois dólares). A única pisada de bola é que, para ficar legal mesmo, o pessoal da Darinta devia imprimir as capas originais ao contrário, também. Só para deixá-los trepidantemente curiosos: e se nas capas também tiverem algumas mensagens disfarçadas, só reveladas quando lidas de trás para frente? Eu não queria esnobar, mas eu sei que o Michelangelo escondia suas descobertas escrevendo de trás para frente. Ou será que era o Galileu? Sei lá, um desses caras italianos aí. Éta a amixórp!



Escrito por cucci às 21h45
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Críticas Improváveis

 

 

Os Pendões da Esperança

 

Existem bandas que exploram novos sons. Mas nada que se compare aos “Pendões da Esperança”, a nova banda da promissora usina de idéias que se formou nos últimos anos em Analândia, SP. Para os menos informados, Analândia é a terra das bandas mais entusiasmantes dos últimos anos na história da nossa música pop recente, como os “Unhas-de-fome” e os “blá, blá, blá” (tudo em minúsculo, como reza a lenda). Mas, falava eu dos, ah!, “Pendões da Esperança”! Que banda! Na verdade, é uma dupla, mas, tudo bem. Eles fazem o chamado “som do corpo” (êpa, acabei de notar – nem bem começou o texto e eu já gastei todo meu estoque de aspas!). O som do corpo é a nova corrente da música clássica contemporânea, inaugurada por Adolph Frufru, da Nova Zelândia, em maio de 2.003. Na verdade, até a chegada dos Pendões, ele era o único representante dessa nova tendência, que procura expressar suas ambições musicais através de sons extraídos unicamente do corpo humano. O nome da corrente é, portanto, bastante apropriado. Afinando os puns é o título novo CD conceitual dos Pendões (notem que eu não pude separar o título com aspas. O problema é que os parêntesis também estão no fim. O que eu vou usar?). Bem, ele é muito melhor que o trabalho anterior, Arrulhos estomacais. Desta vez eles conseguiram uma unidade ao longo das setenta e seis faixas. È uma nova ópera pop, ou melhor, ópera pum! É fácil perceber a intuição orgânica que alinhava as passagens e evolui num crescendo à medida que as faixas vão se sucedendo. A primeira canção (não sei se esse é um bom termo. Ai, ai, lá se foram meus penúltimos parêntesis...) é O sentido da vida, onde todos os sons são produto de unhas batendo nas costelas da dupla de compositores-músicos-interprétes-poetas-cantores-amantes Rutger-Fritz Ribamar e Helmut-Hans Virgulino. È uma faixa hermética, cuja digestão é lenta no princípio, mas depois de vinte audições, cai muito bem. Virou presença obrigatória nas pistas de dança descoladas de Buenos Aires. Desvarios Cutâneos, a segunda faixa, nos leva a um clima mais intimista. Tudo o que ouvimos é produto de uma sessão que a dupla promoveu de expremeção feita por gueixas paraguais nas espinhas e cravos em erupção durante uma convenção de economistas. O ritmo é cativante e o que surpreende é que há uma linha melódica costurando as várias nuances das narrativas espinhais. Para mim, um clássico! (bem, acho que agora consumi o último ponto de exclamação. O pior é que as vírgulas também estão no fim...Humm, preciso dar uma olhada no estoque de reticências...). O CD prossegue com a faixa Pruech, totalmente baseada na expressão do diorama musical de notas harmoniosas produzidos pela pressão do braço com uma das mãos sob a axila. O que diriam os mais radicais: ora, isto não passa de uma balada açucarada! Bem, isso é normal, vocês sabem, todo CD tem que ter pelo menos uma faixa romântica. Exigências de mercado. As composições vão avançando e nos conquistando. Não bastassem genialidades como a revolucionária Revoluções estomacais e a insinuante Bruxismo, onde os instigantes sons do ranger dos dentes são brilhantemente acompanhandos de uma sobreposição maciça de estalar de juntas, que ditam o ritmo quase que tribal da faixa, o CD termina com o épico de onze minutos Puns celestiais. Para execução desta faixa, os Pendões, extremistas como são, desenvolveram um novo artefato, chamado de Grava-bufa-eletro-acuústico, que foi o que permitiu o registro das várias nuances das ventosidades emitidas pelos ânus premiados de celebridades mundiais do showbusiness da Romênia, que, por motivos contratuais, preferiram se manter anônimas. Com essa frase gastei as últimas vírgulas. Agora só tenho reticências e pontos finais para usar. Leitor compreenda por favor. Imagine que na última frase deveriam ter duas vírgulas.  Vou ser obrigado a encerrar devido à escassez de recursos de pontuação...Essas últimas reticências foram usadas só para economizar o último ponto final. O grupo Pendões da Esperança é a salvação da música Pop deste e do próximo século portanto compre o CD e delicie-se... Fim da pontuação só sobraram estas últimas reticências...

 



Escrito por cucci às 21h43
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