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Rock Brado
 


Colabore com o G.O.L.P.E.

 

O Eremita não consegue deixar de se irritar com a nossa mídia. Há alguns dias ele atacou neste blog a imprensa esportiva, com sua mania de usar uma língua própria, apesar de estar no Brasil, onde se fala Português. Mas, a nossa orgulhosa e soberba imprensa escrita também tem algumas manias altamente irritantes, que deixam o velho ranzinza altamente irritado. Vamos aos exemplos:

 

- o uso do SIC. A palavra sic em latim significa assim. Serve para aquelas situações em que é reproduzida uma frase dita por outrem, mas que contém um erro qualquer. Para não parecer que é falha na digitação ou ignorância do redator, é colocado logo em seguida ao erro o sic, entre parêntesis. Como no seguinte diálogo: “a discussão entre a modelo e a atriz-apresentadora de televisão pegou fogo quando a primeira disse: você tem inveja de mim porque eu tenho sangue nobre! Basta você consultar minha árvore ginecológica (sic)!” O problema é que o sic, do latim, se parece com sick (doente) em inglês. Deve ser esse o motivo que leva certos jornalistas a expressarem sua desaprovação à frase citada acrescentando um sic, no ponto da discórdia, como em: “o político, no calor de seu discurso, convidou a platéia à seguinte reflexão – tá com desejo sexual? Tudo bem, estupra! Mas, não mata (sic)”;

 

- “redondamente enganado”. Por que alguém sempre está “redondamente enganado”. De onde veio essa história de “redondamente”? É preciso pensar um pouco antes de sair escrevendo coisas por aí. De hoje em diante, o Eremita classificará esse caso na sua pasta: “Vícios de Linguagem Amaldiçoados - VLA”;

 

- o caso do “redondamente” fez brotar mais outros candidatos ao VLA, como a infalível frase que o dedicado e genial em sua autocrítica jornalista expele sempre que toca no assunto “viagem de carro em estradas brasileiras”. A frase? Oh, sim, trata-se daquela  famosa expressão “os motoristas devem redobrar a atenção porque etc etc”.  O Eremita fica louco. Chega a comer um teco da sua barba sempre que essa frase se desdobra em seus olhos e ouvidos. Como se faz para “redobrar” a atenção? O Eremita não consegue! No máximo ele dobra a atenção, às vezes. Redobrar significaria dobrar e depois dobrar de novo. Isso o Eremita só faz com o papel higiênico. Com a atenção não dá. Aliás, por que é sempre necessário redobrar? Não daria para só dobrar quando a coisa não for muito grave, do tipo “hoje está só uma chuvinha, dobre sua atenção”, deixando o redobrar para casos graves, como “uma manada de deputados desembestou e pode cruzar a estrada à sua frente, de repente. Redobre a atenção, especialmente com a sua carteira”;

 

- “bem, obrigado”.  Você cumprimenta um cidadão com o cordial: “Você vai bem?” e ele responde, também cordialmente: “Muito bem, obrigado”. Algum dia, quando os deuses protetores da boa escrita estavam cochilando, algum jornalista fez graça em seu texto, usando essa história do “bem, obrigado”. Coisa do tipo “desde que ele se elegeu deputado, sua conta corrente vai muito bem, obrigado”. Por conta desse cochilo divino, a epidemia do bem obrigado se alastrou e se incrustou nas mentes de todos os jornalistas brilhantes deste país e em cem por cento das vezes em que alguém usa a expressão “vai bem”, o inexorável e grudento “obrigado” segue, pois todos se sentem bem obrigados a fazerem a tal graça original. O fígado do Eremita faz uma volta completa em seu abdômen sempre que ele lê ou ouve essa desgraça. Caso de destaque nos VLA, é claro;

 

- “infinitamente superior”. Humm, essa é mais da imprensa esportiva falada, mas, blog é bom por causa disso - danem-se as regras! Pensemos. Alguma coisa pode ser, de fato, “infinitamente superior” à outra? Ainda mais no futebol? Pois basta qualquer situação de superioridade acontecer em um jogo, para ela assumir uma dimensão infinita. É demais. O Eremita chega a expelir bílis pelos seus infinitamente superiores poros quando alguém solta essa maldita frase feita. VLA, com destaque.

 

Esses desrespeitos todos à nossa linda língua cansaram o Eremita. Como ele não é de ficar conformado em seu canto, resolveu tomar uma atitude e lutar contra isso. Fundou a G.O.L.P.E. – Grupo de Oposição à Língua Portuguesa Espoliada. Trata-se de uma ONG, cujo objetivo é conseguir uma verba forte do governo a fundo perdido, para locupletação do Eremita, que aproveita para pedir seu apoio nessa causa. No caso, “apoio” deve ser entendido como doações em somas pesadas de dinheiro. Santo o Eremita não é.

 

 

 



Escrito por cucci às 22h09
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