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Rock Brado
 


Entre na campanha pela atualização dos ditados!

 

O Eremita detesta clichês. Tem coisa mais clichê do que os ditados populares? Deve ter um monte de teses acadêmicas analisando nossos adágios, buscando suas origens, explicando que são manifestações verdadeiras da cultura popular e por aí vai. O Eremita sabe que os provérbios são imortais, mas defende que alguns precisam ser reformulados, pois atualmente não resistem a uma análise eremítica, como as abaixo.

 

Fazer das tripas coração – alguém consegue visualizar algo mais nojento? Por que faríamos um coração logo com as tripas? Não poderia ser com o pulmão ou com o hipotálamo? Além de ser nauseante só de se pensar, caso dê certo, como alguém poderia viver nessas condições, com um coração feito de suas tripas? Que confusão seria na hora de comer alguma coisa, hein? E depois?

 

Separar o joio do trigo ou misturar alhos com bugalhos – essas duas coisas o Eremita não consegue fazer. Ele não tem a menor idéia do que seja “joio” e menos ainda “bugalhos”. É preciso uma revolução! Vamos acabar com essas coisas esquisitas. Nada de joio! Chega de bugalhos!

 

Palpos de aranha – mesma história. Tirando os biólogos, quem é que sabe o que são “palpos”? É uma palavra tão esdrúxula que tem gente que fala “palcos de aranha”, como se fosse alguma coisa artística, que tem um palco para a aranha representar ou cantar, sei lá. Chega de palpos!

 

Nas coxas e Ponto de bala – essas duas são clichês, tanto quanto as outras, mas o Eremita tem menos antipatia por elas, por conta do caráter dúbio de seu significado. “Nas coxas” não tem nada de pornográfico. A origem vem de muito antigamente, um pouco antes de o Eremita nascer, quando as telhas de barro eram moldadas nas coxas dos trabalhadores das olarias. Como a largura das coxas das pessoas varia (repare!), as telhas não tinham um encaixe muito bom. É por isso que quando uma coisa não está bem feita, falamos que foi feita “nas coxas”. Não tem nenhuma conotação sexual. Tem gente que só pensa em sacanagem. Quanto ao “ponto de bala”, é algo muito longe de ser violento. Para se fazer certos tipos de balas, dessas de chupar, esquenta-se o açúcar e mexe-se sem parar por um bom tempo, até que a que ele atinja o tal “ponto de bala”.

 

Frigir dos ovos – quem é que usa esse verbo, “frigir”? Peça para alguém “frigir” uns ovos para você e vão te considerar mais esquisito que o Eremita. É “fritar” os ovos, pô. Vamos modernizar, gente. Esse verbo aí, frigir, só serve agora para a gente entender a origem da palavra frigideira. Para ovos, é fritar mesmo.

 

Devagar com o andor que o santo é de barro e Arco da velha – O Eremita descobriu no dicionário que “andor” é aquela espécie de plataforma onde se colocam as imagens dos santos para serem carregados nas procissões. Qual será a porcentagem entre as pessoas que usam esse ditado que conhecem o significado de “andor”? Não, não, chega dessas velharias. É preciso modernizar. Alguém poderia querer ajudar na defesa desta idéia e dizer que esse provérbio é do “arco da velha”. O Eremita nunca conseguiu achar sentido nisso. Que diabos será o tal “arco da velha”? Não importa, vamos atualizar esses ditados. Não é possível que essas coisas sem sentido sejam repetidas o tempo todo pelas pessoas.

Escrito por cucci às 22h40
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