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Rock Brado
 


Vilipendiando as capas - 2

 

   

 

Logo após escrever o texto anterior, o Eremita se lembrou de mais alguns “causos”. O Deep Purple foi uma vítima constante dos abusos comentados anteriormente. Los Hermanos, por exemplo, traduziram “You fool no one”, do LP “Burn”, como “Tonto com ninguno”. Talvez fosse melhor uma tradução do tipo “Você não engana ninguém”, mas, quem sou eu para discutir com os bi-campeões mundiais?  Agora, uma tupiniquim. A música “Strange kind of woman” foi lançada como compacto (o, antigamente, vulgo “single”) na Inglaterra e fez grande sucesso. Ela antecedeu o LP “Fireball”, mas não foi incluída nele. Aqui no Brasil resolveram colocá-la no LP, no lugar da faixa “Demon’s eye”. Só esqueceram de um detalhe: corrigir o título na capa! Coitado do Eremita! Passou um bom tempo achando que o nome da “Strange kind of woman” era “Demon´s eye”! Também, que tolo, foi acreditar no que constava na capa... Outra patacoada em termos de capa foi com o Gentle Giant, desta vez engendrada pelos americanos. O primeiro LP, auto-intitulado, tinha uma capa muito bonita, trazendo um desenho do gigante que depois se tornou a marca da banda. O terceiro disco chamou-se “Three Friends”. Saiu no Brasil, por sinal. A capa deste trazia um desenho dos três amigos, mas que não era tão bonito quanto aquele do gigante. Os americanos resolveram o seguinte: “não vamos lançar o primeiro disco do Giant por aqui. A gente pega só a capa e usa ela (americanos detestam mesóclises e coisas do gênero) para lançar o Three Friends”. Moral da história: existem dois discos com a mesma capa – a edição inglesa do primeiro do Gentle Giant e a versão americana do Three Friends! Que beleza! Ou melhor, “what a beauty!”. Mais “causos” serão contados, conforme o Eremita for lembrando.



Escrito por cucci às 20h37
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Vilipendiando as capas

 

 

 

Recentemente o Eremita leu uma matéria sobre a banda UFO no ótimo poeiraZine e soube que na época do lançamento do disco “Force it” (1975), a gravadora brasileira  achou a capa ofensiva (todo mundo tinha medo da censura do regime militar) porque mostrava um casal – aliás, não dá para saber se era um homem e uma mulher, ou dois homens ou duas mulheres – se agarrando no banheiro. Para não ter problemas, a gravadora teve uma idéia que deixaria o César Lates morrendo de inveja: usou a capa de um outro disco do UFO, o “No heavy petting’”, que tinha a foto de um simpático macaquinho – aliás, não dá para saber se é macaquinho ou macaquinha. Essa história relembrou ao Eremita uma série de outros casos brilhantes em que a criatividade do brasileiro, da qual os publicitários tanto se orgulham, foi deixada de lado e atos lesa-arte foram perpretados. Com isso, o Eremita pode eliminar “perpetrado” da sua lista de palavras difíceis que ele prometeu usar até o fim do ano. Voltando às capas. Um dos casos mais antigos foi com o “Focus 3”. Esse disco foi lançado mundo afora como álbum duplo. Aqui no Brasil, saiu simples. Simplesmente deixaram um dos discos de fora. Bom, não? Outro caso, ainda pior. O álbum ao vivo do Rainbow, “On Stage”, também era duplo, originalmente. Por aqui, na terra do respeito às coisas, a gravadora resolveu que um disco só era o suficiente. Mas, caprichou um pouco mais. Ao invés da supressão de um dos discos, foi feita uma mixagem, cortando partes de algumas faixas, montando um único LP. Foi uma espécie de disco-trailler. A gloriosa gravadora Phonogram foi a autora desta aberração. Mais um episódio: o primeiro disco ao vivo do Yes, “Yessongs”. Este foi lançado triplo, o que fez o “clube dos amigos do Rock” da gravadora festejar. Uau! É triplo! Imagine o que não vai dar para a gente aprontar! Houve um grande esforço e eles conseguiram se superar. Um álbum triplo pressupõe uma capa com três lugares para se colocar os discos, certo? Foi feito então o seguinte: ao invés de reproduzir a bela capa de Roger Dean, foi feita uma capa simples, com a frente igual à da original e o verso com a reprodução em preto e branco de uma das ilustrações. É incrível, mas aconteceu: os três discos tinham as capas simples (tipo envelope) e iguais! O cidadão brasileiro comprava o “Yessongs”, pagava o equivalente a três discos, abria o celofane e recebia os três LPs, em capas separadas! Ainda por cima as três eram iguais! Maravilhoso, não? Deve ter sido algum recorde de sacanagem com a capa de um disco. No mundo!

 

Esses são apenas casos que o Eremita lembrou assim, de bate pronto. Existem muitos mais. Sem contar outras mutilações tradicionais dos discos brasileiros, como contracapas em preto e branco e a ausência quase que generalizada dos encartes com as letras (quando muito, saía só na primeira tiragem do disco e depois sumia).

 

Bem, a verdade é que não era só no Brasil que aconteciam essas coisas. Nossos hermanos também aprontaram muitas. Eles eram especializados em traduções cômicas. Lembro de três casos. “Rat Bat Blue”, do Deep Purple, tem um título onamatopaico. Tenta reproduzir uma virada da bateria. Eles traduziram como “Morcego triste”. Outra: “Lay down your sorrows”, do Johnny Winter, virou “Mostre-me tu piernas”. “Only the strong survive”, do Billy Paul foi, digamos, traduzida como “Somiente la dura sobrevivencia”. E por aí vai...

 



Escrito por cucci às 21h30
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Críticas desconsideráveis – 1

 

 

 

Funky Junction

 

O “Funky Junction” gravou em 1971 um único álbum, intitulado “play a tribute do Deep Purple”. É composto por nove faixas, sendo cinco do Purple: “Fireball”, “Black Night”, “Strange Kind of Woman”, “Hush” e “Speed King”. Completam o disco quatro faixas, todas atribuídas ao produtor do disco, Leo Muller, embora a música “Rising sun” seja uma versão instrumental do velho hit dos Animals, “House of the rising sun”. Antecipando uma mania do final do século passado (isso soa sempre estranho...), esse é mais um daqueles tributos onde os músicos prestam a tal “homenagem” procurando repetir nota por nota a gravação original da banda “tributada” (isso soou mais estranho ainda...), sem acrescentar nada, sem inovar nos arranjos e sem desenvolver algo em cima do tema original. Qual é a vantagem disso? Bem, na época, o empresário, o tal Leo, achou que isso era uma forma de ganhar dinheiro fácil. Deve ter tido algum sucesso, pois esse disco foi lançado em pelo menos três países da Europa. A versão d’O Eremita é italiana (1973, Family Records, SFR – GA 734). A capa traz uma foto de uma outra banda (acredita-se que seja a “Hard Stuff”, banda que era do elenco da Purple Records). O “Funky Junction” tinha tudo para passar despercebido se o fanzine “Black Rose” não tivesse revelado que a banda era composta por Phil Lynnot, Brian Downey (bateria) e Eric Bell (guitarra), ou seja, o Thin Lizzy! Ainda tinha o tecladista Dave Lennox e o vocalista Benny White, ambos da obscura banda irlandesa “Elmer Fudd”. O que rolou foi que o Lizzy em 1973 ainda não era um sucesso, embora já tivesse lançado seus dois primeiros discos. Receberam o convite e toparam ser o “Funky Junction”, porque a grana andava curta e o cachê vinha a calhar. Tiveram um dia para ensaiar e outro para gravar. A idéia do produtor não era exatamente artística, mas sim economizar o máximo para o lucro ser o maior possível. O resultado? Ruim. As versões parecem paródias, não chegando nem a resvalar na qualidade das originais. Claramente a pobreza da produção refletiu no produto final. O único interesse é para os fãs, mais do Lizzy do que do Purple, pela história toda. O disco é uma raridade, mas daquelas que não valem o famoso clichê “disputar a tapa”. Um par ou ímpar e olhe lá.



Escrito por cucci às 10h49
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