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Rock Brado
 


Discos estranhos da coleção do Eremita – 1


 


Ah! Os anos setenta! Como era dura a vida por aqui! Dura em vários sentidos. Havia a ditadura militar. Eu andava sempre duro. A vida de um brazilian rockourus como eu (e você?) era dura. Não havia Internet. Não havia Galeria do Rock. Discos importados? Só no Museu do Disco. Custavam muito muito muito caro. As gravadoras brasileiras não lançavam quase nada. Quando lançavam, ninguém ficava sabendo, porque não tinha divulgação. Não tinha Internet (de novo?). As publicações brasileiras sobre Rock eram poucas e nunca duravam muito. A vida era dura naqueles tempos para um brazilian rockanderthal. Naquela época a expressão “garimpar nas lojas” fazia sentido. O “Esperanto – Last Tango”, por exemplo. Lembro que eu o encontrei em uma lojinha (era mesmo pequena – devia ter uns 10 metros quadrados!) na Pça. João Mendes. Estava na parte de “Cantoras Internacionais”, misturado com os da Carole King e da Rita Pavone. Isso porque na capa tinha uma bailarina. Bom, o disco foi comprado e ouvido. Muito ouvido. O Esperanto é uma banda estranha. Tem um trio de cordas, não tem guitarra, tem uma dupla de vocalistas, sendo que ambos tem voz de mulher, embora um seja homem. Parte da banda é francesa, parte belga, parte inglesa. Esse é o terceiro e último disco da banda, que no começo se chamava “Esperanto Rock Orchestra” e tinha doze músicos. O primeiro, auto-intitulado, também saiu no Brasil. No “Last Tango” (1975) a banda foi reduzida para oito elementos. São seis faixas e a primeira é um incrível cover de “Eleanor Rigby”. Tem uma faixa chamada “The rape” (A curra!). Mas a melhor é “Still Life”, uma mistura sofisticada de música clássica com um baixo pesadão. O disco todo tem uma levada dramática, que deixa o som único, inconfundível e saboroso. Os vocais contribuem muito para a dramaticidade do som. O som? Uma espécie de Progressivo. Esse rótulo aceita quase todo tipo de som, mas não dá para associar o Esperanto ao Yes ou ao Genesis. O “Last Tango” é um disco pesado (principalmente por conta do baixo, que predomina, absoluto), mas tem umas pitadas de pop aqui e ali. Alguém poderia ligar a batida Rock das faixas e as intervenções de violino com certas músicas do começo da era “disco”. Eu odeio a era “disco”, mas essa comparação não é de todo infundada e não desqualifica o disco. Se ele está na discoteca do Eremita lado a lado com os Manfred Mann e os Renaissance, é porque é bom. Muito bom. Mas que é meio estranho, isso é.



Escrito por cucci às 22h01
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