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Rock Brado
 


Discos estranhos da coleção do Eremita – 3

 

 

 

As cenas que seguem aconteceram com o Eremita no século passado, em algumas datas quaisquer entre o final dos anos 70 e a metade dos anos 80. Folheando uma revista esportiva, ele notou aquele sujeito meio careca na foto do time do Palmeiras, de pé, ao lado do Toninho Vanusa. Dias depois, lá estava a mesma figura, sentado na primeira fileira da platéia na cerimônia da entrega do prêmio Nobel de Economia.  O Eremita ainda lembra de tê-lo notado pouco tempo depois em uma foto dos garimpeiros de Serra Pelada. No final daquele ano o mesmo cara estava presente em um documentário sobre os hábitos migratórios das andorinhas australianas e ao lado do líder de uma manifestação dos verdureiros argentinos em frente à Casa Rosada, empunhando ameaçadoramente um pé de brócolis.  Mas, afinal, estamos falando de quem? Ora, do Phil Collins, o cara mais está-em-todas de todos os tempos, ganhando com folga do Zelig e do Forrest Gump.

 

Essa introdução só teria sentido se o Phil Collins participasse do disco objeto deste texto, o que, inevitavelmente, aconteceu. Então, vamos ao “Peter and the wolf”, um disco muito estranho, lançado em 1976. O Eremita tem a versão nacional (em vinil -  Phonogram/RSO 2394 162) do tal disco, o que é motivo para comentar os dois primeiros fatos estranhos: como ele foi lançado por aqui, enquanto outras tantas obras importantes daquele ano não foram? E, de que forma os deuses da música interferiram para que o disco fosse produzido com a parte gráfica semelhante à da versão original? O segundo dos fatos é, sem dúvida, o mais estranho. Há não sei quantos dias as mutilações e sacanagens variadas com as capas dos discos nacionais foram motivo de comentários do Eremita neste blog. Mas, este, estranhamente, teve uma edição caprichada, que incluiu um encarte colorido (uma espécie de  libreto), ilustrado com passagens da história infantil Pedro e o Lobo, em papel de ótima qualidade, com  12 páginas. O disco foi gravado com cinco versões, sendo que o que difere uma das outras é a narração, que foi feita em inglês (a lançada no Brasil), francês, alemão, italiano e espanhol. O libreto trouxe o texto da narração nas cinco línguas. Na edição nacional o texto em alemão foi substituído pelo português, um cuidado raramente visto por estas bandas.

 

Se fosse pelo time, este seria um dos melhores discos de todos os tempos. Além do Phil, participam, entre outros: Gary Moore, Manfred Mann, Cozy Powell, Gary Brooker, Andy Pile, Keith Tippet, Stephane Grappelli, Alvin Lee, Eno, John Hiseman, Bill Bruford e os caras do Brand X. O disco foi (levemente) baseado na obra homônima do Prokofiev. As músicas foram compostas pela dupla Jack Lancaster e Robin Lumley. Se a memória do Eremita não estiver falhando, (o que é muito comum, portanto não dá para confiar na próxima informação) Jack Lancaster deve ser o mesmo cara que saiu das primeiras formações do Tull para montar o Bloodwyn Pig. As músicas são, em geral, curtas (21 faixas), entremeadas pela narração, o que resulta em um disco estranho (vou usar de novo a piada – “se não fosse estranho, o que estaria fazendo aqui? Leia o título!”). Não serve como disco infantil, pois tem muito mais música do que narração. Como disco de Rock, é um pouco...fragmentado. Tem algumas belas passagens aqui e ali, mas nenhuma delas é extraordinária. Pode ter algum interesse para os fãs do Progressive Rock. Chama atenção o custo que deve ter sido o  projeto, considerando a reunião de tanta gente famosa, horas de estúdio, parte gráfica etc. Porém, o resultado não é brilhante. É um disco legal, mas não é imperdível. O Eremita sentiria muito mais a falta no seu baú de discos como os dois primeiros do Flash, o Chocolate Kings ou o Spyglass Guest, para encurtar os exemplos.



Escrito por cucci às 22h33
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