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Rock Brado
 


Clichês cinematográficos abomináveis e insuportáveis - 1

 

O Eremita gosta de ver um filme de vez em quando. Ele não suporta mais certas cenas que parecem ser obrigatórias em certos filmes – são os tais clichês. Um exemplo entre centenas de clichês: comédia com cena de correria onde aparecem dois caras carregando um vidrão. Alguém já viu um vidrão ser entregue a pé, por dois caras, no meio da multidão? Um dia alguém achou que isso daria uma cena engraçada e colocou em um filme. Tudo bem. Só que foi copiado e copiado e copiado, apesar de não ter lá muita graça. Porém, esse é um clichê digamos, ameno. Os que despertam sentimentos furiosos no Eremita estão descritos a seguir. O Eremita não é só reclamação. Ele institui uma solução para a questão. É importante ter uma reação. Também é importante, para o bem do estilo, não rimar frases consecutivas.

 

- Mocinho/mocinha se mistura com o desfile para despistar os vilões: pelo que a gente vê nos filmes, os americanos dedicam uns dois meses por ano para desfilar, seja com bandas (que negócio horrível), seja naquelas festas chinesas com os dragões de papel com uns chineses embaixo. É só o filme ter uma perseguição a pé que rola uma despistada, aproveitando o desfile. Chega dessa história. O Eremita acaba de declarar esse caso como um C.E.F. – Clichê de Extinção Forçada. Portanto, não poderá ser usado daqui para frente;

 

- Carro que não pega na hora H: cena presente em 90% dos filmes de ação e de terror. Alguém tenta escapar do vilão e consegue chegar até o carro. Na hora de dar a partida, o carro, em nome da emoção, dá umas rateadas para deixar que o vilão chegue bem pertinho para só então pegar. Curiosamente, quase sempre o mocinho(a) sai de ré e vai derrubando umas coisas pelo caminho.  É C.E.F., inapelável;

 

- arma que escapa e fica fora do alcance: tem luta do mocinho (em geral um policial durão) contra o bandido? Se o mocinho tiver uma arma, ela inevitavelmente vai escapar da sua mão para ir para debaixo de alguma coisa, em um lugar meio inacessível. Aí acontece o efeito do braço de borracha. Na primeira tentativa, o mocinho não alcança a arma. Mas aí ele fica tentando, tentando e justo quando o cara mau pula em cima do cara bom, seu braço estica um pouquinho e ele alcança a arma! Legal, né? Não! Virou C.E.F.! Inventem outro clichê! Esses roteiristas de Hollywood ganham bem (e em dólar) para isso...

 

- policial sempre com café: esse é um dos clichês mais odiado pelo Eremita. Aconteceu um crime. Em qualquer lugar. Pode ser no meio do deserto ou na beira de um vulcão. Alguém acaba trazendo um café para o detetive principal. Que raiva! Na verdade, em geral, o crime é mesmo na cidade e à noite. Por maior que tenha sido o impacto do fato (do facto?) e tenha um monte de gente acompanhando o caso, quando o detetive principal chega, ele consegue estacionar seu carro bem do lado da cena do crime. Estou me tocando que este clichê pode ser aproveitado para incluir dois outros subclichês. É o caso das cenas noturnas. Para melhorar a iluminação, o chão é sempre molhado. Reparando bem, é possível notar  que nenhum carro tem respingos de chuva, mas é tranqüilo – é de noite? Chão molhado! Bem, estávamos na cena em que o detetive chega com seu carro e passa pela multidão, que está organizadamente atrás da sempre presente fita amarela, movendo seus pescoços para lá e para cá (figurantes, humpf!). Aí ele encontra o outro detetive, seu rival (outro subclichê). Ou porque ele é do FBI e outro não é, ou então um é de homicídios e o outro de narcóticos, seja lá o que for, o principal sempre chega depois do rival. Eles trocam umas farpinhas e o rival vai embora. Aí o detetive faz umas duas ou três perguntas e...pronto, chega o café. Que haverá de estar fumegante, é claro. Os americanos devem ter uma cafeteira nas viaturas, para garantir o café sempre muito quente a qualquer hora. Aí vem o gole no café. Todo mundo sabe que o café americano é uma coisa aguada, horrível. Mas, os policiais dos filmes sempre dão aquele gole fazendo biquinho, seguido de uma mímica bucal-degustativa, como se aquilo fosse uma coisa maravilhosa. Não é possível mais agüentar esse tipo de coisa. Banido. C.E.F.!

 

- filme com sonho: outro treco proibido de hoje em diante! Filme com sonho não dá mais! Já esgotou! Normalmente acontece em filmes policiais ou de suspense (êpa! O Eremita acaba de descobrir que esses são os preferidos dele! Só tem clichê desses tipos de filme!). Um pouco antes do final, acontece uma cena pesada envolvendo o mocinho. Quando parece que tudo está perdido – e aí você se entusiasma – o cara acorda. Ah, era só um sonho...Chega! Não pode usar mais. Está no C.E.F.;

 

- perseguição que termina em rua em obras, sem saída: o Eremita não quer estragar surpresas, mas se alguém assistir um filme de ação - o que é garantia que terá uma cena de perseguição de carros – e ele for anterior ao advento do C.E.F., é certeza que tudo acabará em uma obra na via. Um carro persegue o outro por uns minutos e tem uma hora que o perseguido entra em uma parte da avenida que estava em obras, quebra uns tapumes (às vezes aparecem os operários correndo para os lados) e lá vai o cara mau para o mar ou precipício. É uma mania. Apesar de milhares de quilômetros de vias, as perseguições americanas são inescrupulosamente atraídas para os locais em obra. Não vai acontecer mais -  é C.E.F.;

 

- televisão em bar que dá a notícia bem na hora que o cara entra e ele ouve tudo: a última desta série. Tem uma hora em que o fugitivo do filme vai para o bar. Ei, isto me lembrou outro subclichê – em filmes, ninguém espera troco. O cara larga umas notas na mesa, no balcão ou entrega para o taxista e vai embora! Não espera troco. Ainda por cima, todo mundo sabe o preço de tudo! Dos drinks, do táxi, da refeição no restaurante. Já deixa o dinheiro certinho. Ou sobrando, porque a gente nunca vê ninguém reclamando “ei, falta grana aqui, meu!”. Êita primeiro mundo bão! Voltando ao clichê principal: logo após o refugiado entrar no bar aparece o noticiário falando dele ou de alguém que interessa muito a ele. É um sincronismo maravilhoso! Outra coisa maravilhosa é que todas as vezes dá para ouvir o que o locutor do noticiário fala, não importa quão barulhento seja o bar! Aqui no Brasil quando se entra em num bar que tem televisão ela está sem volume e está passando a novela! Fugitivo aqui no Brasil tem que se refugiar em outro lugar. Se for para o bar, não vai saber o que está acontecendo! Mesmo porque com a classificação como C.E.F. decretada a partir de agora, não haverá mais cenas desse tipo.



Escrito por cucci às 22h58
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