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Rock Brado
 


     Uns dias atrás o Eremita ranhetou quanto à constante exploração pela indústria cultural sobre os fãs do Deep Purple. Os lançamentos de produtos nem sempre justificáveis não param e os fãs completistas só vão preenchendo os cheques. Para surpresa do Eremita, seu protesto não causou nenhum temor no mercado e as coisas continuam se repetindo. Porém, temos dois lançamentos em DVD que merecem comemorações. Um vai ser comemorado aqui. O outro fica para a próxima. Foi lançado no Brasil um DVD duplo pela ST2 intitulado “Deep Purple – History, Hits & Highlights, ’68 – ‘76”. O conteúdo desse DVD é de deixar qualquer fã doido. Os motivos serão detalhados após a crítica à capa. Pois bem, a capa é horrível. Parece que confiaram tanto no conteúdo que nem se preocuparam em caprichar na capa. Além de feia e é em preto e branco, o que tem a vantagem de facilitar a pirataria. Por outro lado, ou melhor, por dentro, o DVD tem um monte de atrativos. Começa com a história (“History”) do Deep Purple, contada a partir de uma montagem das imagens de alguns dos clips apresentados ao longo dos dois DVDs, entremeados com trechos de entrevistas. Outro dos poucos defeitos do DVD, além da capa (por sinal, horrível), é que não tem legendas em português. As entrevistas são legendadas, só que em inglês. Não dá para passar batido por essa primeira parte, porque tem uma cena preciosa – uma rápida filmagem do “Made in Japan”! Pena que são apenas alguns minutos. O que sempre se disse é que nenhum dos três shows no Japão foi filmado e, portanto, supõe-se que essas imagens sejam de algum “flash” de reportagem ou de um cinegrafista munido de uma filmadora Super-8. Muitos não sabem o que é isso, mas, até surgir o videocassete, o único jeito de gravar imagens de modo amador era com uma câmera Super-8, que usava filmes que duravam uns cinco minutos, no máximo. Eram filmes fotográficos, que tinham que ser revelados em laboratório e essa revelação era cara. Não era um troço muito acessível aqui no Brasil e durou pouco tempo. Uma coisa que me intriga é que o surgimento do videocassete permitiu o acesso a um monte de shows que estavam em arquivos e foram sendo lançados gradativamente, como, no caso do Purple, o “California Jam” e o “Last Concert in Japan” (o vídeo se chamou “Rises over Japan”), por exemplo. Antes disso, só era possível ver tais coisas quando passava na televisão, o que era raríssimo e sem direito a replay! Com a chegada do DVD, outras coisas estão sendo desarquivadas, como o material em questão. Filosoficamente, o Eremita se pergunta: “que outras preciosidades ainda estão guardadas, esperando surgir a próxima mídia para chegarem aos nossos olhos e ouvidos?”. Voltando ao DVD do Purple. Após a história, começa a parte dos “Hits”. Logo de cara, o primeiro já é inédito: uma apresentação da Mark I, em branco e preto, tocando “Help” na laje de um prédio. Não há amplificadores aparentes, o que indica que se trata de uma dublagem. Mas, a versão é um pouco diferente da presente no primeiro disco da banda. Curioso, não? Depois vem o clip da “Hush”, com a banda se apresentando na Playboy TV. Esse já é mais conhecido, pois apareceu no DVD “Heavy Metal Pioneers”. O terceiro clip é uma versão ao vivo de “Wring that neck”, ainda da fase Evans/Simper. O DVD continua com uma sequencia que apareceu no “Master from the vaults” (ótimo DVD do Purple, que vive em ofertas por preços irrisórios em tudo que é loja e sites), com “Hallelujah” e “Madrake Root”, mas com a vantagem desta última estar completa. A próxima é outra inédita – um clip de “Speed King”, dublado (play-back), com um cenário meio maluco, misturando revolução francesa e pedaços de carro. Segue outro clip, também inédito, isto é, pelo menos para o Eremita, da banda dublando – aliás, sem demonstrar nenhum entusiasmo - “Black night”. O esquema é o mesmo que é repetido em vários casos – cenário meio psicodélico e uns figurantes dançando – às vezes, no ritmo da música. Prossegue com “Child in time”, também presente no “Masters”. “Lazy” é a próxima, extraída do show da Dinamarca, que foi lançado integralmente em DVD (também no Brasil), batizado como “Live in concert 1972/73”. Após vem “Strange kind of woman”, em um clip certamente inédito, porque eu nunca me esqueceria de ter visto algo tão, humm, rudimentar, antes. A banda só aparece em fotos. A maior parte do tempo o clip é preenchido com imagens toscas de uma motoqueira indo prá lá e pra cá.  O próximo capítulo traz imagens em preto e branco e de má qualidade durante as gravações do álbum “Fireball”. É interessante, pois mostra a banda à época e o local onde eles se isolaram para compor. Não há som ambiente – a trilha sonora é um teco do “Concerto”.  Aí vem mais um inédito – clip de “Fireball”, quase um repeteco de “Black night” – banda dublando sem muita empolgação, pessoas se mexendo em uns movimentos que podem ser interpretados como uma espécie de dança etc etc. Outra também inédita vem a seguir e é papa-finíssima: “Demon´s eye”, em versão ao vivo, em algum programa de TV. Excelente! Ao final temos aquele famoso duelo Gillan/Blackmore. Outro detalhe curioso é a cena onde um técnico tenta corrigir um zumbido em um dos amplificadores. Outra do “Fireball”, outro repeteco do “Masters” - “No no no”. Daí vem mais uma preciosidade – “Into the fire”, ao vivo, da mesma apresentação em que foi gravada “Demon´s eye”. Excelente! Excelente! Para contrabalancear vem o clip manjado de “Never before”, com montagens de cenas ao vivo variadas sobre a versão de estúdio. Este vídeo faz parte do DVD-documentário do “Machine head”. Outra manjada vem na sequencia – “Highway star”, ainda com a letra original, que cita o Steve McQueen (também está no “Masters”). Só há (até hoje, pelo menos) uma versão em vídeo de “Smoke on the water” com a Mark II, fase anos 70. Essa versão é a incluída neste DVD. Pena que é cortada e não tem o solo do Blackmore. Essa gravação também aparece no já citado “Live in concert 1972/73”, como parte do bônus. Depois, outro petardo: “Burn”, ao vivo, em versão inédita! Maravilha! O som está meio ruim, mas vale cada segundo. “Mistreated” vem depois, extraída do “California Jam”. Esse estonteante DVD 1 termina com duas do vídeo “Rises over Japan”: “Love child” e “You Keep on moving”. O DVD 2 é o dedicado aos “Highlights” e tem outras maravilhas. Começa com “And the adress”, do Shades, da mesma sessão para a Playboy TV mostrada em “Hush”. As imagens são muito curiosas. O apresentador é o próprio Hugh Hefner. Como a faixa é instrumental, o Evans fica só ali na frente, dançando (se é que pode chamar assim aqueles movimentos), com sua espantosa calça amarelo-ovo-brilhante. O segundo vídeo é outra versão de “Wring that neck”, já com a MK II, gravada ao vivo, preto e branco, em 1969. A performance de Blackmore nessa gravação é um absurdo! A filmagem traz algo raro – mostra quase todo o solo de um ângulo frontal, permitindo acompanhar a quase-incrível técnica do Blackmore e também a de Paice, quase-inacreditável, lá nos longínquos anos 60. Maravilha! Excelente! Como isso pôde ficar tanto tempo inédito?!? E ainda tem mais maravilhas excelentes. A terceira é...Wring that neck! De novo! Essa foi gravada em Paris, em 1970, assim como a seguinte, “Mandrake root”, com a banda debulhando tudo, com longos improvisos. Outra que aparece de novo é “Black Night”. Dessa vez é o clip, com a banda dublando a faixa original em estúdio. As duas próximas? “No no no”. Isso mesmo, duas vezes. São os ensaios da versão apresentada no DVD 1! Demais! O que vem a seguir não é um clip, mas sim uma reportagem da TV francesa sobre a MK III. Aparece um trecho de “Smoke on the water” ao vivo, inédito. Nesse ponto uma pisadinha de bola – a seguinte é a mesma versão de “Burn” do DVD 1. Poderia ter sido excluída a do primeiro disco, já que esta faz parte de uma matéria sobre a banda, com entrevistas e o trecho final de “Space Truckin’”, do mesmo show (Leeds), inédito! O DVD termina com uma matéria da TV da Nova Zelândia sobre a turnê que o Purple deu por lá em 1975. Bolin é entrevistado! Tem imagens do show, mas com o som de “Smoke on the water” extraído do “Made in Japan”! A última é uma curta entrevista com Tony Edwards, um dos empresários do Purple, falando sobre o “California Jam”. Resultado final – todo o conteúdo foi contado aqui, mas não é o mesmo que contar o final do filme. A maior parte das coisas inéditas é quase tão espantosa quanto as calças amarelas do Rod Evans e, para o fã, nenhuma descrição vai substituir o prazer de assistir as apresentações contidas nesse DVD. É indispensável, maravilhoso e excelente.



Escrito por cucci às 23h18
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