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Rock Brado
 


As origens dos nomes de algumas bandas (2) e a MPB

 

 

Uma das primeiras postagens deste blog foi sobre o que está na frase aí de cima, ou seja, a origem de nomes de algumas bandas famosas. Depois de muito tempo (quase cinco anos!), seguem mais três casos, todos cercados de revelações impressionantes, exclusivas deste blog.

 

Nazareth – todo o mundo acredita que se trata de uma banda escocesa. Lá vai a primeira revelação – o Nazareth é um grupo formado por brasileiros e paraguaios. Ou será que até hoje ninguém havia estranhado um Rockeiro escocês chamado Manuel? No início, a banda se dedicava a tocar guarânias, acompanhando a cantora Perla. O quarteto de garotos composto pelos brasileiros Manuel e Daniel e pelos paraguaios Pedro e Dario passou alguns anos na estrada, sempre na cola da Perla, mas eles não eram felizes. Faziam aquilo pela grana. Um dia, ao final de um show em Analândia, interior de São Paulo, resolveram dar um basta: “Chega de anonimato. Chega de guarânias. Vamos ganhar o mundo com nossa música! Rapazes, vamos montar um grupo de chorinho!”. Todos se entusiasmaram, pois eram apreciadores do ritmo de longa data. Foi então que surgiu o nome “Vivendo Nazareth”, em uma dupla homenagem: ao compositor preferido dos rapazes, Ernesto Nazareth, e, também, à avenida no bairro do Ipiranga, em São Paulo, onde ensaiavam e trabalhavam. Os quatro, além de músicos, eram taxidermistas do Museu de História Natural. Seus ensaios aconteciam no depósito do museu, onde os animais aguardavam para, como eles diziam, “voltar à vida”. Logo eles perceberam que sua evolução musical não estava tendo uma contrapartida monetária satisfatória. Viviam tão duros quanto os bichos do museu. Naqueles dias, os shows de chorinho eram escassos. Mas, graças ao Cauby Peixoto, houve uma reviravolta na história da banda. Foi desse cantor o disco que Manuel ganhou de sua tia Cleide, contendo a primeira gravação brasileira de um ritmo novo, vindo dos Estados Unidos, um tal de “Rock’n’Roll”. Foi como se um tornado tivesse atingido a seção de taxidermia do Museu. A vida dos rapazes tomou um rumo totalmente novo e eles migraram para o Rock. Tudo mudou: a música; o visual, seguindo a moda das bandas americanas da época; os nomes (e sobrenomes) dos rapazes - cada um escolheu um nome artístico. Daniel virou Dan. Pedro virou Peter. Dario virou Darrell. Manuel se recusou a mudar de nome. Só topou mudar o sobrenome. Adotou “Charlton”, mais uma homenagem, desta vez ao ator americano Charlton Heston. E...mudaram de país! Um dos vigilantes do museu, Zé, que era muito amigo dos quatro garotos, havia viajado repentinamente para a Europa (esta história agora todos conhecem) e depois de uns anos, descolou uma audição com o produtor de um estúdio onde trabalhava. Finalmente, a última mudança foi no nome da banda. Dali em diante seria apenas “Nazareth”. O resto da história é conhecido. A banda se tornou uma das grandes do cenário musical mundial. Só que eles nunca deixaram de pensar nas suas origens. Tanto que, vez por outra, tocam por aqui, para matar as saudades.

 

Duran Duran – a versão oficial é que o nome veio de um personagem do filme “Barbarella”. Lá vou eu de novo, a salvação da verdade. Acontece que essa banda também tem origem no Brasil! Todos seus componentes originais são brasileiros, que mudaram quando crianças para a Inglaterra. Quando adolescentes tornaram-se músicos. Dois deles eram irmãos, que resolveram formar uma banda. O nome foi uma homenagem a mãe deles, Dolores Duran. Mais uma farsa derrubada pelo Eremita.

 

A primeira banda de Heavy Metal do mundo foi brasileira! Antes mesmo do Black Sabbath. Antes mesmo do Screamin’ Jay Hawkins. Antes mesmo de Rita Pavone. O primeiro grupo musical a explorar o som pesado e o ocultismo em suas letras foi uma banda paulistana, ainda na década de 50. Como o som deles era insuportavelmente revolucionário para os padrões da época, suas audições eram restritas a pequenos eventos fechados, que contava só com a presença de amigos e parentes próximos. Infelizmente não existem gravações, nem fotos disso. As pessoas tinham medo de manter consigo provas daquela loucura toda. O fato sobreviveu na memória de poucos. Eu descobri esse caso por meio do meu barbeiro (sim, houve uma época em que eu cortava o cabelo – e ainda pagava por isso). Como todo barbeiro, o Rosca (ele era conhecido assim) gostava de conversar. Em uma ocasião fui cortar o cabelo vestindo uma camiseta do Sabbath. Ele olhou para a foto do Ozzy e disse: “você acha que esses caras são pesados?”.  Foi então que ele me revelou toda a história. Bom, mas e o nome da banda? Como ninguém pagaria para ver ou ouvi-los, os músicos decidiram seguir uma carreira paralela, montando um grupo de samba. Um disfarce perfeito. Entretanto escolheram um nome sintomático, que me fez acreditar na história contada pelo Rosca: “Os Demônios da Garoa”.

 



Escrito por cucci às 21h30
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Uma denúncia – há um complô em andamento

 

É uma tarefa difícil esta à qual me proponho. Quero demonstrar que existe uma conspiração secreta e silenciosa, orquestrada por uma sociedade secreta e cuja vítima sou eu. Antes de tudo, já vou adiantando que não sou paranoico. Tudo o que será citado será provado. Fatos. A realidade. A constatação da conspiração.

A diretriz do complô é simples e clara – provocar, gerar irritação, instigar até a explosão. Tudo contra mim. O que eles não sabem é que eu descobri todos os planos. Venho compilando as ações dos que comandam a operação. Tenho me preparado para manter o controle diante dos incitamentos aos quais sou diariamente exposto. Segue um resumo da minha lista. Uma análise simples dessa relação torna fácil a concordância com minhas razões. Vejamos:

- o comportamento nos restaurantes por quilo. Essa foi uma grande invenção. Restaurantes por quilo são um avanço para a redução do desperdício de alimentos na Terra. Você pega e paga só o que realmente pode comer, sem sobras. Além disso, é muito mais prático, pela rapidez da operação. Você chega, se serve, pesa e come sua refeição, tudo em um tempo muito menor do que o serviço tradicional (garçom, cardápio, a espera pelo prato etc). É algo perfeitamente adequado à realidade das grandes cidades, em que o tempo de todos é escasso. Com alguma frequência eu frequento esse tipo de restaurante, conhecido por certa parcela da população como “serve-serve”. Essas ocasiões são sempre acompanhadas pelos coordenadores do complô, que infiltram seus agentes na fila, logo atrás de mim. Por mais rápido e eficiente que seja o sistema, os agentes usam de um subterfúgio altamente irritante, para, é claro, me irritar. O que eles fazem? Tentam se servir dos alimentos que estão um pouco à frente de sua posição, invadindo meu espaço com seus braços intrometidos. Por que não aguardam a fila andar, até chegar à posição frontal da comida e se servem tranquilamente? Porque isso não seria irritante. É preciso acrescentar um pouco mais de estresse a uma rotina criada para comensais já estressados. A prova de que essa história tem somente a intenção de irritar este escriba é que se servir dessa forma, ou seja, avançando na zona de domínio individual daquele que está a sua frente, não tem nenhum efeito prático, pois não reduz o tempo na fila. Mesmo ganhando alguns décimos de segundo pegando os brócolis que estão na bandeja seguinte, atingidos graças a um esticamento do braço sobre a área de serviço de outrem, isso não tornará o tempo de permanência na fila menor. É o mesmo que ocorre no supermercado, quando o agente da irritação não deixa um milímetro livre entre o carrinho dele e o meu calcanhar, o que gera uma série de cutucões altamente provocadores a cada mínimo deslocamento da fila à minha frente. Qualquer um com um resquício de bom senso pode deduzir que, indiferentemente se o espaçamento entre os clientes da fila for de um metro ou de trinta centímetros, o tempo de espera será o mesmo. O tamanho da fila eventualmente pode diminuir, mas ninguém ganha tempo com isso. Isso não é absolutamente claro?

- outra tática funesta dos componentes do complô – fungar. Sou vítima constante desse tipo de ataque. Seja lá qual for a fila em que eu estiver, alguém próximo vai ficar o tempo todo fungando, como se estivesse resfriado. Nenhum desses fungadores soa o nariz, nunca. O serviço deles é fungar, fungar e me irritar. Maldita conspiração!

- esta acontece comigo sempre. É de se admirar o poder de mobilização que tem os organizadores do complô. Não é fácil manter gente o tempo todo pronta para agir na hora certa. Está vago, não? Explico. Sempre, insisto, sempre, que vou comprar alguma coisa em uma loja, tem alguém parado em frente ao produto que me interessa. Seus movimentos são lerdos. Sua expressão é de quem está realizando uma atividade altamente complexa, escolhendo uma mercadoria  em uma prateleira à sua frente, examinando logamente aquilo como se fosse uma obra de arte abstrata. A coisa é grave. Para se ter uma ideia, vou reproduzir uma situação plenamente plausível para mim, enquanto vítima do complô. Se eu decidir sair para comprar qualquer coisa, por exemplo, um abridor de lata, mesmo que seja as quatro da manhã, certamente o único cliente além de mim no enorme supermercado estará postado exatamente em frente à seção onde estão pendurados os abridores de lata. Mesmo que só exista uma opção para compra, o serviçal do complô ficará ali, contemplando os utensílios por um longo tempo, até perceber que minha pressão está próxima à de um derrame. Exagero? Claro que não. Acontece comigo todo o tempo. E ele estará na minha frente na hora de passar pelo caixa. Esperando pelo patinador que foi trocar a mercadoria, por que só naquela hora foi visto que a embalagem estava aberta. Depois da troca, fico esperando a caixa tirar a dúvida sobre o preço, pois o código de barras não estava cadastrado no sistema. Ainda tem o problema com o cartão, que não vai ser lido. Ele tirará uma nota de cem, para a qual a caixa não terá troco. Tudo isso acontecendo à minha frente, enquanto eu tento manter um comportamento civilizado às custas de abrir alguns buracos nas paredes do meu estômago;

- eles estão em toda parte. Até na estrada. O método preferido pelos conspiradores é dirigir próximo à traseira do meu carro, mesmo que existam três faixas livres à esquerda para ultrapassagem, coisa que o motorista/agente não faz nunca. Fica lá, grudado na traseira, enchendo o meu saco, tornando algo que poderia ser um deslizar agradável pela rodovia em um estresse irritante;

- os bancos dão inúmeras oportunidades para os agentes do complô trabalharem. A tática preferida deles é colocar alguém sempre à minha frente na fila. Essa pessoa não terá nenhuma discrição para mostrar o quanto está aborrecida com a fila, que não anda. Os minutos vão passando e, algo que seria infernal por natureza – ninguém suporta ficar em filas de banco – vai se tornando mais e mais extenuante com o comportamento impaciente do cara agitado, que bufa sem parar, muitas vezes tentando puxar conversa, com papos do tipo: “Ah, este banco é uma merda. Uma fila deste tamanho e só tem dois caixas para atender!”. Bem, uma hora chega a vez dele.  É então que, mesmo tendo esperado tanto tempo, ele só vai se preocupar em pegar as contas da pasta e tirar o cartão da carteira quando encostar a barriga no balcão, atrasando mais ainda a mim e aos demais. É uma irritação estressante;

- a conspiração joga sujo. Uma de suas armas mais eficientes são os alarmes. Basta que eu esteja em uma atividade que exija concentração ou o mínimo de silêncio esteja em andamento, que um alarme é disparado. De preferência aquele que é acompanhado por uma gravação do tipo: “este carro está sendo roubado, etc etc”;

- são muitos os exemplos. Um dos tantos acontece quando se caminha pela cidade e se está com pressa. A conspiração dará um jeito de colocar dois ou mais de seus agentes imediatamente à frente, bloqueando toda a calçada e andando em uma velocidade ligeiramente menor do que a minha. Não dá para ultrapassar e muito menos acelerar o passo para reduzir o atraso. Muitos minutos irritantes serão perdidos até que surja uma chance de ultrapassar os bloqueadores. Esses caras são cruéis.

Resumindo, tenho ou não tenho razão? Mesmo sendo poucos os exemplos, ficou claro que sou o alvo principal dessa grande conspiração, cujo objetivo é um só – me tirar do sério. Por sorte, sou duro na queda. Estou são, mas sinto que mais cedo ou mais tarde, a conspiração será vitoriosa. E aí outra vítima será escolhida – cuidado, pode ser você!



Escrito por cucci às 19h00
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