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Rock Brado
 


Uma dica do Eremita

 

Um dia desses meu filho, um guitarrista iniciante, ganhou do meu amigo Vila uma daquelas revistas de partituras, do tipo que existem aos montes nas lojas da Teodoro Sampaio. Porém, essa tem um diferencial muito interessante. Ela vem com um CD que traz duas versões instrumentais de cada música, executadas por músicos de estúdio. A primeira versão é a reprodução da faixa original, nota por nota, incluindo os solos. Ou seja, favorece ao guitarrista, pois sem a parte vocal, permite conhecer em detalhes o acompanhamento instrumental. Também é ótimo para os pretendentes a vocalistas (a revista também traz as letras completas de cada música). Em seguida a faixa é repetida, mas somente com a base, sem os solos de guitarra. Para facilitar ainda mais, o CD traz um software que permite reduzir a velocidade da reprodução da música no computador. Portanto, para os persistentes, tocar de forma idêntica à original é questão de tempo. Faltou citar que a revista em questão é dedicada ao Black Sabbath. Traz 7 clássicos da banda, entre eles, Paranoid, War Pigs e Sabbath Bloody Sabbath. Esse é o volume 67 (!) da coleção “Guitar Play Along” da editora americana Hal Leonard (www.halleonard.com). Fiquei tão entusiasmado com o jeitão dessa edição que fui atrás de outras, pensando em deixar mais clássicos no jeito para o Pedrão aprender. Comprei o volume 43, do Lynyrd Skynyrd, que traz oito faixas (Sweet Home Alabama, Free Bird e That Smell, entre outras), seguindo o mesmo esquema da anterior. Por estranho que pareça, dentro dessa série não tem um volume dedicado ao Deep Purple. Fuçando no site, encontrei uma edição chamada Greatest Hits, que pertence à outra série da editora, chamada “Guitar Signature Licks”. Também vem com um CD, cujo repertório é de primeira (Highway Star, Burn, Knocking at your back door, Smoke on the water e mais 6 clássicos). Só que tem umas diferenças. Para o bem e para o mal. As do bem: ao contrário das duas comentadas anteriormente, esta traz textos e não só as partituras. Tem uma breve história da banda e depois comentários pormenorizados sobre cada faixa, dissecando as partes de guitarra. Mesmo para um leigo como eu, a leitura desses comentários só faz crescer a admiração sobre Blackmore, pois é possível perceber como seus solos são uma mistura criativa de várias técnicas e influências musicais. Ritchie nunca faz o convencional. Sempre tem um (ou muitos) truque que mudam o rumo de um solo. O músico que escreveu os textos para a revista deixa muito clara sua admiração pelo guitarrista, por sua inventividade e habilidade incomuns. O CD não traz o software de alteração de velocidade. Entretanto, os solos e riffs são repetidos lentamente em pequenas faixas exclusivas. A diferença para o mal é que o CD não traz as faixas completas! Contêm apenas os riffs e os solos. São 41 faixas, mas todas curtas. Não dá para brincar de karaokê como nas outras duas revistas! De qualquer modo, as três são muito interessantes e por isso resolvi passar a dica.



Escrito por cucci às 11h24
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Discos muito bons mas que passaram meio batidos – 2

 

Imagine um disco em que músicos experientes, que já sentiram intensamente o gosto do sucesso, se reúnem para gravar apenas aquilo que agrade a eles, sem preocupações com questões comerciais. Imagine um repertório baseado em clássicos dos Blues e uma nova composição, que poderia ser facilmente confundida com um clássico dos Blues. Imagine esses músicos gravando com a devida competência instrumental, mas relaxados, sem tentações egocêntricas e demonstrações desnecessárias de habilidades. Imagine um mundo sem fronteiras...ôps! Divaguei. Voltando ao disco. Não sei quantos existem com essas características, mas eu tenho um deles em minha coleção: “Before we were so rudely interrupted”, do Animals. O disco foi lançado em 1977, bem longe do período áureo da banda, quando frequentava as paradas como um dos expoentes da “British Invasion”. O time original (Eric Burdon, Alan Price, Hilton Valentine, Chas Chandler e John Steel) se reuniu em 1975, dez anos depois de sua gravação anterior e registrou as faixas que integram o disco. O encontro rolou na casa do baixista Chas Chandler, na Inglaterra, e o resultado ficou guardado por dois anos. É um grande trabalho, só que a falta de uma promoção decente fez com que o disco não vendesse nada. O álbum passou tão despercebido que, para se ter uma ideia, alguns anos atrás eu tentei comprar a versão em CD e descobri que não havia! A versão que tenho, em vinil, é claro, é da (isso é quase que incrível) edição brasileira! Atualmente existe à venda uma versão em CD da Repertoire. Falando nisso, vamos ao repertório: começa com “Last clean shirt”, cover de Leiber, Stoller e Otis. A seguinte é outro cover, “It’s all over now, Baby Blue”, de Bob Dylan. Segue com “Fire in the sun”, de Shaky Jake (não sei quem é e esta é a única faixa que considero um pouco mais fraca do que as demais). A quarta é uma versão excelente de “As the crow flies”, de Jimmy Reed, na qual Burdon exibe uns tons graves de assombrar. Depois vem um dos pontos altos (só alguns centímetros acima da média, porque o disco todo é muito bom), “Please send me someone to love”, de Curtis Mayfield. Foi por meio dessa faixa que conheci o disco, pois assisti ao seu clipe na TV. De novo, Burdon arrasa. O repertório segue com outros covers, todos muito bem executados: “Many rivers to cross” (Cliff), “Just a little bit” (a mesma que o Elvis e o Slade gravaram), “Lonely avenue” (Doc Pomus), “The fool” (de Stanford Clark, um one-hit-wonder do Rockabilly) e, ainda, “Many Rivers to cross”, a única composição do grupo, excelente, não devendo nada aos demais clássicos. Um disco para se ouvir contemplando a lua cheia, com uma garrafa de vinho do lado.



Escrito por cucci às 18h41
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