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Rock Brado
 


Cara, eu odeio listas!

 

Por alguma deformação do destino, tão logo alguém começa a gostar de Rock, começa a fazer suas listas. Parece que gostar de Rock implica em ter a mania de fazer listas. Cada um tem sua relação das cinco capas mais bonitas, das dez melhores bandas, dos vinte maiores guitarristas ou dos trinta nomes de banda mais idiotas. Essa última pode ser uma lista dupla: das bandas mais idiotas ou dos nomes mais idiotas de bandas. A mídia reflete essa mania, lançando regularmente suas listas no mercado. A revista americana “Rolling Stone” (*)  segue a tradição e de tempos em tempos publica seus rankings, que servem para duas coisas: vender revistas e gerar ira nos leitores pelos absurdos que elas contém. Isso é intrínseco das listas: ninguém concorda com elas, embora todos tenham as suas. Recentemente meu amigo Gibin me presenteou com a edição americana da “Rolling Stone” de 25 de Julho de 2012, que trouxe os “500 maiores albums de todos os tempos” (veja a foto – é a de capa vermelha). Para cumprir a regra eu li a revista e fiquei louco com o resultado. Embora seja difícil afastar de mim o papel de “zelador” do Deep Purple, acredito que qualquer um que tenha seus ouvidos funcionando consideraria que em um conjunto de 500 discos, o “In Rock” e o “Machine Head” seriam obrigatórios ("pelo menos, entre os vários do Purple", diria o zelador). A tão conceituada revista, uma potência na mídia, conseguiu excluir esses discos de sua lista! Isso seria revoltante por definição, mas piora muito quanto se constata que entraram álbuns como “Fly like an eagle” da Stevie Miller Band e “Here comes the warm jets”, de Brian Eno. Cito esses dois porque o primeiro eu tenho (um disco apenas regular - comprei porque achei em liquidação a preço de uma cerveja) e o segundo já tive e me livrei. Assim, consigo comparar os dois com os do Purple. Existem dezenas de outros exemplos de absurdos entre os 500, mas não vou gastar digitação com eles. O fato é que a lista é irracional, sem a menor consistência. Vamos aos fatos. Existem dois discos do Frank Sinatra na lista. Alguém poderia argumentar o seguinte: bem, o título é os “500 maiores albuns”, não cita que eles seriam de Rock, mesmo partindo da revista em questão. Só que na contracapa, a edição traz a frase “os maiores álbums de Rock”. Pera lá – Frank Sinatra, Rock? Outra incoerência: ao folhear a revista me lembrei de uma antiga edição, que também trazia uma lista de discos. Dei uma vasculhada na caverna e achei - uma edição da “Rolling Stone” com “Os 100 melhores albums dos últimos vinte anos”, lançada em agosto de 1987. Fiz uma comparação entre as dez primeiras posições das duas e verifiquei que só havia quatro nomes em comum: “Sgt. Peppers” (primeiro nas duas – eu já publiquei neste blog que não só não acho esse disco o melhor de todos, como não acho que esse seja o melhor dos Beatles); “Exile on main street”; “White album” e “What’s goin’ on”, do Marvin Gaye. Um argumento a favor dos zeladores da Rolling Stone poderia ser: “as listas são diferentes, pois a segunda citada se referia ao período 1967/1987”. Rebato com um argumento arrebatador: os seis discos que completam a lista da primeira foram lançados no mesmo intervalo de vinte anos! O único fato nessa história toda é que listas não tem lógica. Mais dados para comprovar esta afirmação: no site da mesma revista tem a lista dos 100 maiores guitarristas de todos os tempos. Ritchie Blackmore, o número um para mim (tudo bem, você acha o Hendrix o melhor, normal, eu respeito) está na quinquagésima posição. Não seria um dado nauseante, se em décimo-sétimo estivesse Neil Young (sou fã dele, mas desde quando ele é um grande guitarrista?) ou em vigésimo-oitavo aparecesse Johnny Ramone (aí é sem comentários). Na lista dos 100 maiores cantores não estão Ian Gillan, David Coverdale ou Ronnie James Dio. Até aí, esta seria apenas mais uma defesa tendenciosa do zelador-eremita. Mas como defender a presença na lista de Willie Nelson? Ou a sétima posição de Bob Dylan?

Agradeço de qualquer forma ao Gibin pela lembrança. Não estou menosprezando o presente. Estou me atendo ao concreto, ao meu senso de justiça, ao bom senso, à impermebiabilidade ao modismo e à precisão dos fatos. Abaixo as listas! Só as minhas é que valem!

(*) aproveitando que o assunto é “Rolling Stone”, deixo aqui o que pode ser uma grande baboseira, mas, sei lá, blog é pra essas coisas. O nome “Rolling Stone”, ao que parece, veio de uma frase da letra do Muddy Waters, que diz: “pedras que rolam não criam limo”. Daí veio o nome da banda, a canção do Dylan (“Like a Rolling Stone”, que recebeu uma versão dos próprios “Rolling Stones”) e o batismo da revista. Não sei bem qual foi a ordem (apostaria em: banda, música e revista), mas não é essa a discussão. O que me intriga é a fixação dos ingleses e americanos com essa história de pedras que rolam. O espírito da expressão do Muddy Waters é interessante: “vá em frente, não fique mofando”. O problema é a ideia utilizada. Uma análise fria traz um questionamento: “como assim, pedras que rolam? O quanto uma pedra pode rolar?”. Se uma pedra que está no alto de uma montanha por algum motivo se mexer e sair rolando, provavelmente só vai rolar dessa vez. Ao atingir um ponto de repouso, vai ficar lá, paradinha, criando limo. De que forma ela rolaria de novo? Mais um tanto montanha abaixo? Difícil. Mesmo assim, quantas vezes mais a pedra vai rolar? Ou seja, não existe essa história de “pedras rolantes”.  A não ser que seja um fenômeno americano. Vai ver que lá certas pedras rolam para cá e para lá. Deve ser um negócio perigoso. Já pensou: “ei, cuidado, saia da frente, lá vem uma pedra rolante”.

 

 



Escrito por cucci às 20h01
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Ilhado no meio da cidade

 

Vejo esse cara quase todo dia pela janela do escritório. Encostado na árvore ele observa  a fogueira onde cozinha seu almoço em uma lata. Muitas vezes ele se exercita. Faz flexões, treina algum tipo de arte marcial. Senta na guia para ler alguma coisa. Brinca com seu cachorro. Não dá para evitar a comparação com a clássica cena que inspirou milhares de cartuns pelo mundo – o homem solitário na ilha no meio do oceano, só ele e a palmeira. O personagem da foto também vive em uma ilha, só que cercada de asfalto e concreto. Um náufrago urbano.



Escrito por cucci às 19h59
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