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Rock Brado
 


Tentando retocar o irretocável: “Re-Machined – um tributo ao Machine Head”

 

Eu já escrevi neste influentíssimo blog sobre os discos-tributo. É lógico que, desde então, as coisas mudaram no mundo. É preciso que se deixe claro que o disco-tributo que será comentado daqui em diante foi concebido ANTES da postagem do citado texto (“Triputo com os tributos”). Por isso, será dado o devido desconto na crítica d’O Eremita, que é um cara justo. O disco cuja abordagem está se iniciando é o “Re-Machined – A Tribute to Deep Purple’s Machine Head”. A partir do título, não precisa ser muito esperto para deduzir que se trata de um tributo a um dos dez melhores discos de Rock de todos os tempos, lançado em 1972, ou seja, está fazendo aniversário de 40 anos: a obra-prima (estou sendo preciso no uso do termo) “Machine Head” (daqui pra frente, MH), do Deep Purple.  A revista inglesa “Classic Rock” juntou uma galera para regravar as faixas desse disco e o encartou em uma edição especial, que traz também uma revista de mais de 150 páginas. Aqui vai um pulo direto para a conclusão – a revista vale muito, mas muito, mais que o CD tributo. Depois eu comento sobre a revista. Vamos ao CD. O MH tem sete faixas. O CD tributo tem dez. Começa com “Smoke on the water”, na versão do Santana que saiu no CD “Guitar heaven”, que era um dos alvos do “Triputo com os tributos”. Essa versão sofre do mal de ser uma cover que simplesmente repete o arranjo original. Isso nunca dá certo. Daí em diante, a sequencia do disco é respeitada. “Highway star” é com o Chikenfoot, em gravação ao vivo. Tão boa quanto à de qualquer banda cover de primeira linha. “Maybe I’m a Leo” traz Glenn Hughes acompanhado só de bateria e guitarra. É legal ouvir Hughes cantando uma faixa da MK II, mas (e o “mas” aparecerá muito neste texto) não tem nada de mais em relação ao original. “Pictures of home” é com o Zack Wylde. Ele tem o mérito de tentar algo de diferente. Mas, reconhecendo o esforço e o talento como guitarrista, é uma versão que ninguém vai preferir em relação à de 40 anos atrás, com exceção, é claro, dos fãs e dos familiares do Wylde. Para “Never before” montaram uma banda (“King of Chaos”), com o vocal do Def Leppard à frente e outras celebridades, que se esforçaram, mas resultou em uma clonagem mal sucedida. Aí vem “Smoke on the water”, com um tal de “The Flamming Lips”, que eu não sei dizer se é uma banda ou é um grupo de programadores de computador. Palhaçada. Conseguiram fazer uma versão desagradável da “Smoke”, uma coisa modernosa, tecno-lixo. Às vezes, tem coisas que justificam uma agressão física, mesmo para O Eremita, um defensor do pacifismo. Pulo rápido. Se fosse para apostar na melhor versão antes de ouvir este disco, eu colocaria uns trocados em “Lazy”. Por dois motivos. Um é que ela, por sua natureza, se presta a maiores improvisos. Uma versão jazzística, por exemplo, poderia dar bons resultados. Outra é que traz o guitarrista Jon Bonamassa, que deve ter uma equipe de marketing das melhores, pois está em todas. É um bom guitarrista, sem dúvida. Além disso, seu sobrenome dá chance para um monte de trocadilhos. Mas, de novo, ninguém se arriscou muito e temos outra cover de boteco.  “Space Truckin’” é com o Iron Maiden. Não dá para saber se são os músicos originais ou se eles mandaram os roadies fazerem a gravação. Não poderia ser mais burocrático, sem alma. Interpretação muito fraca, considerando o nome da banda. O CD prossegue com uma faixa que não é do MH, saiu só em compacto, “When a blind man cries”. Quem faz a cover é o Metallica. Trata-se de um Blues, lento, melodioso e sentido. Tudo ao contrário do que se esperaria de uma faixa interpretada pelo Metallica. Mas, é a melhor versão de todas deste disco! Foi mantido o espírito da música, ao mesmo tempo em que a identidade da banda americana se fez presente. Transparece que o novo arranjo foi feito com o devido respeito que esta música merece. Parabéns, meninos! Fechando este tributo mais ou menos, “Highway Star”, com Hughes, de novo, e Steve Vai na guitarra. Um ex-Purple e um ex-Whitesnake. Mas, nada demais. Acho que a única versão desta música que pode ser considerada superior à do MH é a do “Made in Japan”. O CD só não é um desperdício de várias coisas (horas de estúdio, gráfica etc etc) porque a revista da qual ele é brinde é, para o fã do Purple, imperdível. O principal atrativo são as fotos. Uma das mais interessantes é uma extraída da seção de fotos para a capa do “Fireball”. Além disso, traz várias entrevistas, sendo uma com Jon Lord (devidamente incluída na compilação que O Eremita colocou na internet), feita pouco antes de sua morte. Não vou ganhar nada com isso, mas (acho que é o último “mas”) recomendo fortemente essa edição especial da Classic Rock, denominada “fan pack”.



Escrito por cucci às 13h52
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Senhores da mídia – se toquem! (parte 1 de sei lá quantas)

Este é uma primeira postagem de uma série séria, que pretende produzir uma “reviravolta de 360 graus” na mídia brasileira. Coisa grande mesmo, só possível para alguém como O Eremita, que possui um blog poderoso como o Rock Brado.  Vou começar atacando as rádios.

O Eremita é um ouvinte de rádio. Um ouvinte teimoso. Pelo que as rádios paulistanas oferecem, se não fosse tão teimoso, já teria desistido de ser ouvinte. Estou me referindo especificamente às rádios jornalísticas. Na cidade de São Paulo, para ouvir música só há uma opção, a Kiss FM, a única que toca Rock. Essa eu comento em outra parte. As rádios jornalísticas no caso são a CBN (do grupo Globo), a ESPN-Eldorado e a Band News. As três funcionam seguindo o mesmo modelo monótono e irritante. Vamos aos fatos: (1) previsão do tempo – as três repetem a previsão do tempo a cada quinze ou vinte minutos! É insuportável! Ouvir a previsão logo de manhã é razoável. Pode ajudar a pessoa a se preparar para enfrentar o dia. Isso é claro, quando a previsão acerta o palpite, o que nem sempre ocorre. Quando estou ouvindo rádio, fico com o dedo nos botões de memória das estações. Pintou a previsão do tempo, clic!, mudo para outra. O duro é que muitas vezes a outra também está dando a previsão do tempo; (2) movimento das bolsas - as rádios parecem que não se tocaram que existe Internet. Tem coisa mais sem sentido do que passar a cotação da bolsa (de várias cidades!) pelo rádio? Quem tem ações na bolsa e se interessa pelas cotações, acompanha tudo ao vivo, instantaneamente, via Internet, onde tem as informações de forma completa. Não vai ficar aguardando o cara da rádio falar que “a bolsa de Tóquio fechou em alta de 0,1%” para tomar uma decisão. Eu, que não tenho ações na bolsa, tenho interesse zero nessa informação. Uns anos atrás houve a tal “bolha da Internet”, quando as ações de empresas de tecnologia tiveram um aumento artificial em seu valor. Desde então todas essas três rádios fornecem o índice Nasdaq, uma bolsa lá nos Estados Unidos, específica para esse tipo de empresa. O que me interessa saber a droga do índice Nasdaq? Aliás, para quem interessa isso? Mas, todas as três divulgam esses chatíssimos índices o dia inteiro. Já deu. Chega. Se toquem! Essa informação é inútil! (3) situação dos aeroportos – você está em seu carro, querendo saber as notícias. Aí entra um locutor para informar que o aeroporto de Vitória está fechado para pousos e decolagens. O de Brasília, não, está operando normalmente. Sério, quem usa essas informações? Será que tem gente que espera ouvir as condições dos aeroportos para decidir se viaja ou não? Senhores jornalistas – atentem para esta notícia fresquinha - hoje temos internet e telefone celular! Quem vai viajar sabe tudo o que está acontecendo, instantaneamente. Não precisa do rádio! Essas informações de aeroportos são muito chatas. Para piorar, teve um final de ano em que houve um caos nos aeroportos de São Paulo. Montes de voos atrasaram horas e horas, provocando aglomerações nos balcões das empresas, com pessoas dormiram nos saguões, um inferno. Isso já faz tempo. Mas, desde essa época, as chatíssimas informações sobre o funcionamento dos aeroportos vêm acompanhadas do índice de voos em atraso. “A Infraero informa que em Congonhas tem três voos com atraso”. E daí? Inútil, inútil, inútil. Se você está no voo atrasado, o fato de ter sido divulgado na rádio não te ajuda em nada. Se você está esperando alguém no aeroporto ficará sabendo do atraso pelos painéis de chegadas. Para quem não está em nenhuma das duas condições, é hora do clic! “Com licença, tô mudando de estação!”

E esta é só a primeira parte...

 



Escrito por cucci às 20h29
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Campanha d’O Eremita: “carimbem estes discos como clássicos!”

 

 

 

 

 

As grandes bandas se tornaram grandes porque lançaram uma sequencia de grandes discos. Tocar bem, muita gente sabe. É uma questão de técnica. Interpretar bem e, principalmente (muito principalmente) compor bem é onde reside a arte da coisa. As grandes bandas de Rock lançaram discos que, trinta, quarenta anos depois, continuam a ser apreciados como se fossem recentes. São celebrados e copiados porque são obrigatórios. São clássicos. Três das bandas que lançaram vários clássicos: Yes (provavelmente a banda progressiva mais copiada da Terra); Premiata Forneria Marconi (PFM) e Kansas.  Seus clássicos surgiram nos anos 70 e 80. Mas, essas bandas, bem ou mal, continuaram ativas e assim permanecem até hoje. Nesse meio tempo lançaram vários discos. Nem todos se tornaram clássicos. Nenhuma fonte é inesgotável, com a possível exceção dos lucros bancários. Mesmo essas bandas lançaram discos questionáveis com o avançar dos anos. Aí é que entra o motivo deste texto. Mostrar que existem alguns grandes discos que foram lançados após o pico criativo dessas três bandas e que podem ter sido indevidamente relegados. São eles: do Yes, o Magnafication. Da PFM, o Live in Japan. Do Kansas, o Freaks of a Nature. Vamos a eles, numerados de 1 a 3:

1) Yes, Magnification. Disco de 2001, com formação atípica: sem tecladista. O time é Anderson, Squire, Howe e White. Não é o caso de descrever o disco. Assim como nos outros dois álbuns a seguir, confie no Eremita. Este é um grande disco, formado por grandes faixas. A música “Dreamtime” poderia estar no “Fragile” ou no “Close to the Edge”. Cito isso sem forçar a barra – comprove! A ausência do tecladista só é notada se você olhar a ficha técnica do disco. Em parte porque tem uma orquestra acompanhando, muito bem integrada, sem soar como musak ou algum tipo de pastiche. É o Yes em grande forma, produzindo música da melhor qualidade. Como já escrevi, confie no Eremita. Este disco faz juz ao retorno do famoso logo à capa. Esta, por sua vez, não faz juz às capas dos discos clássicos que trouxeram o logo (queria dizer que a capa é feia, mas acho que me enrrolei).

2) PFM, Live in Japan. Comprei este CD porque havia visto o DVD do mesmo show, gravado em 2002, que me foi presentado pelo meu amigo Sergião. A PFM tem um repertório de altíssimo gabarito.  Dá para montar vários shows de ótimo nível. Que banda! A Itália tem centenas de bandas progressivas, mas, para mim, a PFM é a melhor. Não é à toa que é a mais conhecida mundialmente. Uma das várias coisas que a coloca acima das demais conterrâneas é que o prog italiano sempre foi fortemente baseado em teclados. A PFM, além de ter um tecladista dos melhores (Flavio Premoli), conta com um excepcional guitarrista (Franco Mussida). Ele faz uma bela diferença. Esta apresentação no Japão é um alívio para os olhos e ouvidos castigados do Eremita. A formação é a mesma do “Chocolate Kings”, um dos meus discos preferidos de Rock Progressivo. Só não tem o vocalista, o Bernardo Lanzetti. Quem faz os vocais é o baterista, Franz di Ciocco. Em parte das músicas ele toma a frente do palco e um baterista convidado o substitui nas baquetas. E Franz canta muito bem! Completa o time o baixista Patrick Djivas. O CD tem três músicas gravadas em estúdio, que não constam do DVD. Quando comecei a ouvir a primeira faixa do disco, achei que tinha havido algum engano da gravadora na hora da embalagem. Aquele inconfudível vocal era o Peter Hamill! Não achei tão ruim a possível troca, porque gosto do Van Der Graaf também (mas, não de tudo) e, ainda por cima, a música era muito boa.  Quando começou a segunda faixa é que percebi – era mesmo a PFM! Peter Hamill foi o vocal convidado na faixa de abertura. As três primeiras são inéditas. Depois, segue a gravação ao vivo. Mais um biscoito fino (duplo) saído dessa fornaria premiada.

3) Kansas, Freaks of nature. Este CD, de 1995, saiu por aqui após uma longa ausência de discos do Kansas nas prateleiras brasileiras. Injustamente frequentou a banca de ofertas, de onde eu peguei meu exemplar. Adoro o Kansas. Progressivo de primeira. Tem gente que acha que eles não atendem dois ou três itens do “protocolo mundial para caracterização de bandas progressivas”, mas, dane-se o protocolo. Uma coletânea bem feita do Kansas deixaria para trás muitas bandas européias consideradas “clássicas”. Um dos problemas que minaram a carreira do Kansas foi a instabilidade. Após o “Point of known return” a coisa deu uma desandada e a banda alternou discos bons (nenhum à altura dos primeiros) com discos razoáveis, culpa, em parte, da mudança de componentes. Este “Freaks of nature” deu uma recuperada na reputação dos rapazes. Da formação inicial, temos o batera Phil Ehart, o guitarrista Rich Williams e o tecladista e vocalista Steve Walsh. A ausência do violino de Robby Steinhardt é suprida por David Ragsdale. No baixo está Billy Greer, há bastante tempo na banda. O disco traz outro tecladista, Greg Robert. Das nove faixas, pelo menos cinco são da melhor safra: a que dá título ao disco; “Black Fathom 4”; “Peaceful and warm”; “Cold Grey Morning” (de Kerry Livgren, um dos principais responsáveis pela qualidade dos primeiros discos e que segue há tempos em carreira-solo-gospel) e, a minha preferida, “Under the knife”. O preconceito com o Kansas é uma coisa que só pode ser justificada porque as pessoas que opinaram não ouviram devidamente seus primeiros discos. E nem este “Freaks”. Como este disco não foi um sucesso, é um mistério. Assim como também é um mistério o porquê do Rich Williams usar um tapa-olho. Alguém sabe?



Escrito por cucci às 19h36
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