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Rock Brado
 


O bom e verdadeiro Rock: em processo de extinção?

 

Uma das coisas curiosas acerca da profissão de artista é que eles, na maioria, nunca se aposentam, mesmo que já tenham uma boa renda garantida para até o final de suas vidas. Não sou artista, mas ouso supor que um dos motivos é que quem está no meio artístico simplesmente tem que aparecer, tem que se mostrar. Sua vida, afinal é se apresentar. Essa é uma das razões, talvez a mais forte de todas, da sua decisão de seguir o caminho das artes. Os músicos, incluindo os de Rock, não são exceções. Tomemos como exemplo os Rolling Stones. Estão planejando uma nova excursão mundial, mesmo rondando os 70 anos de idade! Keith Richards precisaria ainda subir nos palcos? Ele é o que se pode chamar de “podre de rico” (com ênfase no “podre”). Apesar da idade, eles continuam trabalhando. Nesse ponto, quem diria, eles são um bom exemplo. Nas duas horas em que dura o show, vão esbanjar vitalidade, a despeito de uma vida nem um pouco regrada. Se não é pelo dinheiro, é por qual motivo? Ego. Alma de artista. Fome de palcos. Deem a eles palcos (mas, é legal deixar uns desfibriladores no jeito...). Como a passagem do tempo é inexorável, nossos ídolos (e não só os Stones) estão ficando muito velhinhos. Coisa engraçada é folhear a revista Classic Rock e olhar as fotos recentes da galera. Parece um álbum de recordações de um asilo ou lembranças de alguma festa da turma da terceira idade. Rugas e cabelos brancos espalhados generosamente nas caras dos veteranos do Rock’n’Roll.

Não que eu possa me gabar, pois também tenho minha boa dose de rugas e cabelos e barbas brancas. Mas, isso é próprio de um Eremita, faz parte de um visual consagrado, que eu tenho que respeitar, se não o SindEremitas, de quem sou subchefe do serviço adjunto, me desfilia. É um bom emprego, em um bom sindicato. Não fazemos assembleias, por motivos óbvios, mas o governo repassa uma grana boa todo o ano, que eu gasto só com coisas úteis e sustentáveis, é claro.

Voltando aos rockeiros velhinhos. A parte triste da história é que, mesmo com os recursos médicos atuais, nossos ídolos estão morrendo. A idade vai avançando e para alguns a cobrança pelos excessos da vida na estrada chega pesado, outros morrem mais cedo. Em algumas dessas ocorrências, eles partem sob circunstâncias não esclarecidas, como no caso do Gary Moore. As publicações especializadas em Rock costumam ter uma seção fixa para anunciar as mortes do mês. Este começo de 2013 está assustando, tamanho o número de mortes. Entre elas, Alvin Lee, um dos que se foi cedo e sob circunstâncias não esclarecidas.

Confesso que não sou um dos grandes fãs de Alvin Lee, mas, é claro que respeito muito seu trabalho e que me importei com sua morte. Tenho poucas coisas do Ten Years After e somente um dos seus discos solo, o “Detroit Diesel”. Resolvi comentar este último aqui neste espaço porque aproveito para citar outro músico que morreu recentemente e que é o motivo de eu ter o disco em questão: Jon Lord.

O “Detroit Diesel” é de 1986 e conta com os teclados de Lord em duas faixas: “Ordinary man” e “Let’s go”. Nesta útlima Lord deixa sua marca, fazendo um solo no final. Cito isso porque em vários discos em que Lord  aparece como convidado, mal se nota o som de seu teclado (exemplos: Nazareth, David Gilmour e George Harrison). Além de Lord, tocam neste disco vários outros músicos famosos. Dois delas também faleceram: ele, George Harrison, e Boz Burrel, mais conhecido por ter sido baixista do Bad Company. Outros nomes de destaque no disco são o baixista do Ten Years After, Leo Lyons, o tecladista Tim Hinckley (que participou de vários discos solo de Alvin)  e a cantora Vicky Brown (esposa de Lord). Todas as faixas são de autoria de Lee, algumas com parcerias com os convidados. O repertório é Alvin Lee típico, ou seja, Rocks básicos bem tocados. O disco é homogêneo, mantendo uma boa qualidade no geral. As que mais gosto são a já citada “Ordinary man”, “Heart of stone” (parece muito Chuck Berry) e a balada “Talk dont´t bother me” (essa é a que conta com a canja de Harrison). A capa é muito bonita e a edição que tenho (vinil, americana) traz um encarte com as letras de um lado e do outro dois desenhos (aqui reproduzidos) da filha de Alvin, Jasmin, então com 10 anos.

Para finalizar, uma coisa que me preocupa é que, com tantos ídolos morrendo, como fica a renovação? Quantas novas estrelas surgiram no Rock nos últimos anos? Sou eu que estou por fora ou foram muito poucas? O bom e verdadeiro Rock está se tornando uma espécie em extinção? Perguntas que ecoam na minha caverna. Para abafar, ponho os fones nos ouvidos e dou um gás no volume – vou ouvindo meu estoque de Rock’n’Roll enquanto dá.



Escrito por cucci às 19h27
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