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Rock Brado
 


 

Não sei se deixei escapar entre as tranqueiras que andei escrevendo – e o que é pior, publicando – minha profunda e roxa admiração pelo Deep Purple. Caso isso não tenha ficado claro, revelo que ouço essa banda, sem parar, desde 1973, meses após o lançamento no Brasil do “Who do we think we are”, que por aqui saiu um pouco defasado em relação à Europa e EUA, como era de praxe. Quando saiu o “Burn” eu simplesmente me recusei a ouvir, contrariado pelo fato de que o Gillan não era mais o cantor da banda. O primeiro disco que eu ouvi assim que chegou às lojas brasileiras foi o “Stormbringer”. Desde então, cada novo disco lançado era acompanhado de um grande frisson (um frisson macho, que fique bem claro), sempre naquela expectativa: “quantas novas obras-primas terão nesse disco novo?”. Confesso que, com o passar dos anos e dos lançamentos, a tensão pré-audição foi caindo. Os discos mais recentes foram bons, mas não muito emocionantes. A coisa mudou com a aproximação da data em que este novo álbum, o “Now What?!” estaria disponível. Foram vários os motivos para isso: a produção de Bob Ezrin; o tempo decorrido desde o disco anterior (oito anos – um prazo tão longo só havia acontecido entre o “ComeTaste the Band” e o “Perfect Strangers”) e, principalmente, a audição de “All the time in the world”, que esteve disponível (ao lado de “Hell to Pay”) um pouco antes da data oficial de lançamento do disco. Os americanos chamam essa técnica de “teaser” (poderia ser traduzida como “provocação”), ou seja, dar uma amostra antecipada da obra para ir criando um clima para o lançamento oficial e completo. No meu caso, funcionou muito bem. Aí veio a audição do disco. Correspondeu? Sim e não. Muito mais para sim do que para não. Uma parte maior das músicas está em um nível bem acima dos três discos anteriores. Uma parte menor não surpreende.

A produção do Bob Ezrin fez diferença. Bob é um produtor com grande experiência e grande currículo. O primeiro disco que produziu foi “Love it to Death”, do Alice Cooper, em 1971. Na época ele tinha a mesma idade dos caras da banda. Aprendeu rápido o ofício e foi responsável pela produção dos álbuns seguintes do Mr. Cooper, entre eles três discaços, que eu adoro: “Killer”, “Billion Dollar Babies” e “Muscle of Love”. Daí em diante produziu centenas de bandas e virou celebridade. A escolha dele para produzir o novo Purple foi uma aposta certa. O disco tem uma excelente produção.

São onze faixas. As melhores são “A simple song”, que retoma a tradição de faixas de abertura bombásticas nos discos da banda; “Hell to pay”, um hard-rock puro sangue; a levemente funkeada “Bodyline”; “Above and beyond”, bela homenagem a Jon Lord; “Blood from a stone”, que todo mundo vai achar que parece Doors por conta da levada do teclado e a surpreendente “Vincent Price”, que une bom humor, homenagem e Rock de primeira. Ainda tem uma obra-prima, “All the time in the world”. Não é um Rock pesado. Nem é Pop. É o tipo de som que eu espero de um grupo formado por sessentões, que não precisam mais sacudir tantos as cabeças e caminhar mais pelos atalhos. Para completar, tem uma interpretação magnífica de Gillan, indo do grave ao agudo (não, nada de gritos) com uma facilidade que poucos conseguem.

Sete grandes faixas em onze? Já tenho muito com o que me divertir. Valeu, hã...rapaziada?!



Escrito por cucci às 11h27
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Tentando proteger os trouxas

Lá vou eu com mais um texto que começa falando dos anos 70. Fazer o quê? Sou velho! Velho e Eremita. Minha música preferida é a dos anos 70, época em que não era tão fácil filmar coisas. Algumas das minhas bandas preferidas têm pouquíssimas imagens daquela década gloriosa. Cito “pouquíssimas” considerando o sucesso que tiveram e comparando com o que é produzido em termos de vídeos de artistas atuais, incluindo aí os de pouco ou nenhum sucesso. Atualmente CDs e DVDs de discos novos são produzidos simultaneamente. Juntando com a facilidade que a informática trouxe de gravar qualquer aparição de uma banda na mídia e inseri-la no Youtube, temos material enorme disponível de músicos do planeta inteiro a um aperto de botão, o que é ótimo. Talvez eu não tenha revelado isso até então, mas minha banda preferida é o Deep Purple. Ela é uma das que tem um enorme acervo de imagens recentes (da fase Steve Morse), mas o material de quando estava em seu auge é escasso. Por isso, qualquer produto sobre o grupo que surge no mercado traz esperança de poder ver algum novo registro dos anos 70 que alguém decidiu liberar aos fãs. Vivo reclamando dos intermináveis lançamentos e relançamentos de material do Purple e que raramente tem algo de inédito e que a gente acaba comprando É aquilo que uma vez James Joyce citou como “engana-trouxas”. Pois bem, eu sou o mais novo “trouxa” que foi enganado. Comprei uma caixa com três DVDs do Purple, intitulada “Maestros from the Vaults – The Definitive Collection”. Devia ter me tocado que algo com um nome tão parecido com um outro DVD da banda chamado “Masters from the Vaults” (este sim, indispensável) não deveria receber muito crédito. No fim, a produtora recebeu mesmo o crédito e eu fiquei com o débito na minha conta. Resolvi expor aqui minha “trouxice” para, pelo menos, alertar a multidão de leitores desse blog para que não caiam no mesmo golpe.

Os três DVDs da caixa seguem um modelo muito comum. São documentários, juntando opiniões de gente do meio do Rock (músicos, produtores e jornalistas) e, às vezes, entrevistas com os músicos do grupo enfocado. Em geral os depoimentos são mesclados com trechos de apresentações ao vivo. Tenho vários desses DVDs de grupos dos anos 70, que é a época em as minhas músicas preferidas foram produzidas (já escrevi isso? Às vezes acho que minha memória dá umas falhadas), como o Free, Uriah Heep, UFO, entre outras. Do próprio Purple tenho uns três ou quatro. Como é a mesma produtora que fez todos, os especialistas que comentam se repetem nos vídeos. Alguns são realmente personagens relevantes, como os jornalistas ingleses Chris Charlesworth, Geoff Barton e Chris Welch. No caso específico desta caixa, além de Nick Simper, só há outro músico entrevistado: Doug White, vocalista da última formação do Rainbow. A maior parte dos depoentes é formada por figuras menos conhecidas aqui no Brasil. Tem um que aparece em todos os vídeos desse tipo, um careca com uns dentes encavalados que quando fala a boca se mexe de modo estranho, meio que dessincronizada com as palavras que expele (deve expelir junto uma bela quantidade de perdigotos, pelo jeito). Só que eu não me lembro do nome dele. Tem um lado bom em ter uma memória ruim.

O Deep Purple tem um conjunto pequeno de vídeos dos anos 70. Shows completos, apenas  o “Concerto”,  o “Live in Concert 72” e o “California Jam”. Além disso, existem alguns trechos de apresentações em programas de TV, como os reunidos no “Masters from the Vaults” e no “History, Hits & Highligths” (comentado neste mesmo blog alguns anos atrás, não me lembro da data exata) e só. Ao longo dos três DVDs do “Maestros” são mostrados excertos de algum desses filmes. Não tem absolutamente nada de inédito. Os entrevistados fazem seus comentários e são entremeadas passagens dos vídeos disponíveis que tem a relação mais próxima com o assunto. Por exemplo, quando no DVD 3 comentam sobre a faixa de abertura do “Made in Japan”, são mostrados trechos das versões ao vivo de “Highway Star” do “Masters from the Vaults” (ou seria do “Live in Concert”? Pô acabei de assistir e já me esqueci! Maldita memória!). São três DVDs, de modo que as repetições de imagens é inevitável. São também inseridas reproduções em áudio de pequenos trechos de entrevistas dos músicos da banda dadas ao jornalista Steve Rosen, incluindo uma com o Blackmore. Esses trechos de entrevistas também são repetidos ao longo dos DVDs, que são assim divididos: o primeiro, chamado “Deep Purple Reflections” conta a história da banda e só vale pela entrevista recente de Simper, em que ele não disfarça a mágoa por ser sido (e pela forma como isso rolou) tirado da banda; o segundo é sobre o “In Rock” e o terceiro sobre o “Made in Japan”.  Novamente: nenhum dos três traz nenhuma imagem inédita. Trazem sim, muito blá-blá-blá, que, provavelmente, muito pouco acrescentará aos fãs da banda. Claro se você for como eu e não resistir à vontade de ter alguma coisa como nome “Deep Purple” na capa e, apesar de tudo que foi escrito até aqui, quiser comprar assim mesmo este DVD, vá em frente, junte-se aos trouxas.

 



Escrito por cucci às 12h56
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