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Rock Brado
 


O derretimento de um velho coração empedernido

 

A gente vai ficando velho e acumulando o tempo de convivência com a mesquinhez humana. Isso acaba nos tornando descrentes e com o coração endurecido. Ainda bem que certos pedaços de plásticos redondos quando expostos ao laser tem o poder de despertar algumas emoções, lembrando que se muitos humanos são canalhas, outros, em número infelizmente bem menor, são artistas que fazem coisas boas. Êpa, que começo amargo! Autoanálise rápida: fico sempre assim em ano de eleições. Piora durante o carnaval. Não suporto toda aquela hipocrisia e o desfile de rostos forçando  alegria, tudo financiado por montanhas de dinheiro público. Para completar o cenário depressivo, ainda tem o carnaval...

Voltando à parte das emoções boas, minhas aquisições mais recentes são os três discos: dois DVDs (“Perfect Strangers Live” e “Live at Mountreux”) e um CD (“Dancer and the Moon”). O DVD “Perfect Strangers Live”, do Deep Purple, começa com algumas imagens extraídas do documentário que vem como bônus. Enquanto as imagens passam, ouve-se o começo de “Highway Star”. Entre os trechos iniciais pinçados do documentário está uma entrevista com a banda. A repórter pergunta nos bastidores do show de Knebworth: “vocês não acham que estão muito velhos para isso?”. Jon Lord, entre Glover e Blackmore, sorri e responde: “não, afinal só tenho 76 anos e acho que posso tocar até os 100”. Jon morreu com 71 anos. Poucos segundos de filme e lá se vai a primeira lágrima.

Este DVD era muito esperado. Não havia um vídeo oficial da reunião de 1984, embora no Brasil seja fácil encontrar uma versão pirata (mas com toda pinta de oficial) de um show em Paris, extraído de um VHS, com má qualidade. Este lançamento não decepciona. Excelente qualidade, tanto de imagem quanto de som. Tem uns defeitozinhos na direção de imagem, como focalizar o músico que não está solando durante um solo ou então mostrar a plateia muito raramente. No palco, fica evidente que estão todos se divertindo (Blackmore até sorri!), tocando muito bem, como sempre. Gillan também está bem, até mesmo em “Child in Time”. Os agudos de outrora não são alcançados, mas, na base da garra ele conseguiu arrancar mais algumas lágrimas do velho Eremita. Blackmore injeta mais emoção com um solo em que parece estar completamente alucinado.

O documentário é imperdível. Tem trechos de ensaios e em um deles a banda toca uma base de uma música desconhecida para mim. Outra das muitas coisas que me chamaram a atenção foi a irritação de Gillan com um repórter da TV inglesa (programa “Whistle Test”) quando ele insistiu em falar sobre o dinheiro envolvido na reunião. Gillan comenta: “neste país todos querem saber quanto dinheiro ganhamos”.

O DVD vem com um belo encarte e, mesmo a versão importada, tem legendas em português. De Portugal. “Turnê”, por exemplo, é traduzida como “digressão”.

Falando em documentários e na perda de Lord, vamos para o segundo item, “Dancer ant the Moon”, do Blackmore´s Night. Este saiu no Brasil, em edição especial, dupla, com encarte e DVD. Quem diria! O disco em si segue a linha dos trabalhos anteriores da banda, que me agradam. Gosto da mistura musica medieval com Rock. Não é um Gentle Giant, mas funciona bem. Candice Night vem cantando melhor a cada disco. Como sempre há pelo menos um cover e neste inseriram “Temple of the king”. Mas a edição vale mesmo por duas coisas:  (1) a entrevista que vem no DVD, em que um Blackmore com ares de professor fala sobre os assuntos mais diversos, como o comportamento sexual na antiga Irlanda ou dicas para os interessados em fazer turismo por castelos alemães; (2) a faixa de encerramento do CD, um tributo ao velho amigo tecladista, intitulada “Carry on, Jon”. Uma peça instrumental belíssima, cujas notas iniciais do riff lembram a “Parisienne walkways” do também recém-falecido Gary Moore.

É dele o terceiro item, a gravação do show de 2010 no festival de Mountreux. A primeira visão de Moore no palco assusta um pouco. Ele estava gordo, com o rosto inchado, dando a impressão que estava mesmo com problemas de saúde. Mas, quando o show começa...que doente o quê! Simplesmente maravilhoso. Moore estava acompanhado de Neil Carter, ex-UFO, que foi seu parceiro no álbum “Wild Frontier”, um dos meus preferidos do guitarrista. O repertório do show é concentrado nessa fase, mais Hard-Rock e com influências da música irlandesa, na mesma linha do Thin Lizzy. Traz três músicas inéditas, que seguem o clima “thinlizzyano” das demais. Se alguém quiser uma boa amostra do que este show traz, comece ouvindo “Thunder rising”. E prepare o lenço.



Escrito por cucci às 08h38
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