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Rock Brado
 


Blues Brado

 

Eu gosto de Blues. Muito. Não tanto quanto de Rock, mas gosto muito. No fundo, um é o outro, só que tocado mais rápido. Meus sentimentos param por aí. Nenhuma carga cultural envolvida. Não colhi algodão em regime de semiescravidão. Não compus músicas reclamando de ter sido maltratado pelas mulheres como um eufemismo para expressar a revolta contra os maus tratos dos patrões. Não saio por aí dizendo que meu mojo está em atividade. É evidente que todo o histórico que acompanha o Blues ajuda a aumentar o fascínio. Só que meu negócio é simplesmente apreciar a música. Embora tenha raízes negras, meus artistas preferidos são os guitarristas brancos, como, por exemplo, Johnny Winter, Rory Gallagher, Gary Moore e Roy Buchanan. O primeiro é o único vivo. Sobre o último escrevi um pequeno tributo, que brevemente terá sua versão 3 (ampliada para mais de 100 páginas) disponível gratuitamente na Internet.

Essa introdução é só para dar um contexto no que vem a seguir. Dia desses, lendo alguma coisa sobre Blues (um livro? Internet? revista? lamento, não me lembro!) pesquei o texto que vem a seguir e achei-o simplesmente brilhante. Guardei-o e considerei que agora seria uma boa hora para reparti-lo com minha multidão de leitores. O autor da definição é Tom Wheeler, da Guitar Player Magazine, que publicou-o (uau, quatro ênclises no mesmo parágrafo – tô afiado, hein?) em abril de 1990. Segue a tradução feita por mim, com o maior cuidado possível, mas, sabem como é tradução, sempre se perde algo. Só que o original é tão bom que sobrevive bem até mesmo a uma versão eremital.

“Blues é um juramento sagrado, um uivo de dor, uma piada obscena, um protesto contra a injustiça, uma ânsia por paz e descanso, uma prece pela salvação, uma ode por um lar, um poema de arrependimento, o orgulho pela coragem, uma foto de família, uma celebração do amor, um lamento de um viciado, um documentário de uma facada em um cabaré, um conto sobre a vida passada na estrada, uma carta aberta a Deus ou a satã. Blues é sutil, brutal, eufórico, pesaroso. É a música da terra, das ruas, do coração. É enganosamente simples em sua estrutura, ilimitada em expressividade. É a música da guitarra no geral, dos gemidos acústicos tenebrosos de Robert Johnson aos tiroteios eletrificados de um sem número de guitarristas de bares, mais de meio século depois”.

 



Escrito por cucci às 21h25
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