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Rock Brado
 


Letras líricas do Rock – III

Quando Ian Gillan entrou no Deep Purple, em 1969, ele já tinha alguma experiência no mercado profissional da música, especialmente com a banda “Episode Six”, que nunca teve grande destaque. Na verdade, ela acabou ficando famosa justamente por ser a banda de onde saíram Gillan e Roger Glover e não devido à sua música. A entrada dessa dupla foi uma das coisas que fez com que o Purple virasse um sucesso mundial. O primeiro disco clássico da banda, “In Rock”, saiu em 1970. Um ano depois veio o álbum “Fireball”, que contém a faixa “No one came”, cuja letra está reproduzida aí embaixo. Todo esse histórico foi para contextualizar a carreira de Gillan, que, em coisa de mais ou menos três anos viu sua vida mudar, passando a conviver com os benefícios e as preocupações do que era ser um grande astro do Rock. A letra de “No one came”, que pode ser aplicada a muitos tipos de artistas,  reflete as angústias e a insegurança da fama (“Eu acredito que devo falar a verdade e dizer as coisas como elas são. Mas se eu disser a verdade e nada além da verdade, serei um astro um dia?”). Gillan sempre teve a característica de criar belos textos. Além desta, são muitos os exemplos de letras suas fora do padrão do meio do Rock pesado. Entre elas, “Super Trouper”, do disco “Who do we yhink we are” que também trata do tema da montanha russa que é a carreira da maioria dos artistas (esta letra estará, em breve, neste bronquiotoráxico blog).

 

Segue a letra, seguida da tradução feita pelo Eremita da melhor forma possível usando meus parcos conhecimentos do inglês. Àqueles que dominam melhor o idioma e quiserem mandar algumas sugestões de correção, fiquem à vontade. Não terei o menor problema em corrigir depois. Isso se estende também à tradução, é claro.

 

 

No one came

(Blackmore, Gillan, Glover, Lord, Paice)

 

Maybe it's because I'm only starting/That I think it won't take too long/Maybe it's because I can see you laughing/That I think you've got it wrong/Maybe I could be like Robin Hood/Like an outlaw dressed all in green/Someone said what's he gonna turn out like/And someone else said never mind/Well I was big and bold and more than twice as old/As all the cats I'd ever seen/I grew my hair and bought a suit/Of shiny white or was it cream/I shook and shivered danced and quivered/And stood on a mountain top/No one came from miles around and said

 

Man your music is really hot/Well I knew what they meant because I was a freak/Oh, my throat was tired and worn/My pretty face just looked out of place/As they poured on the scorn/I wrote on yellow paper from a man who was the king/He said “my boy we'll have some crazy scenes”/There weren't any scenes at all like he was talkin' about/He must've been the king of queens/Well I could write a million songs about the things I've done/But I could never sing them so they'd never get sung/There's a law for the rich and one for the poor/and there's another one for singers/It's die young and live much longer/Spend your money and sit and wonder/No one came for miles around/And said man your music is really funky

 

I believe that I must tell the truth/And say things as they really are/But  if I  told  the truth and nothing but the truth/Could I ever be a star/Nobody knows who's real and who's fakin'/Everyone's shouting out loud/It's  only the  glitter and shine that gets through/Where's my Robin Hood outfit/Well I've come and I've gone before you wink an eye/No one ever cared enough to say goodbye/The money's good and the time you have/Fun and games galore/But you spend your money and lie in bed forgotten/And you wonder what you did it for/No one came from miles around/And said man who's he?

 

Ninguém veio

 

Talvez porque eu esteja apenas começando/É que eu imagino que não vai demorar/Talvez seja porque eu possa vê-la sorrindo/Que eu ache que você não entendeu direito/Talvez eu pudesse ser como Robin Hood/Como um fora da lei vestido todo de verde/Alguém diria: "No que ele se tornará?"/E algum outro diria: "Não importa"/Bem, eu era grande e confiante e mais de duas vezes mais velho/Do que todos os caras que já tinha visto/Deixei o cabelo crescer e comprei um terno/Branco e brilhante ou era cor de creme?/Eu balancei e tremi, dancei e vibrei/E fiquei no topo de uma montanha/Ninguém veio de longe e disse/”Cara, sua música realmente é maneira”

 

Bem, eu sabia isso significava que eles me achavam esquisito/Minha garganta estava cansada e esgotada/Meu rosto bonito parecia fora do lugar/Enquanto eles jorravam desprezo/Busquei nas páginas amarelas o homem que se dizia o rei/Ele disse: "Meu rapaz, nós vamos viver loucuras"/Não  aconteceu nada daquilo que ele tinha falado/Ele devia ser um rei de araque/Bem, eu posso compor um milhão de músicas sobre as coisas que já fiz/Mas eu não poderia cantá-las, então elas nunca seriam cantadas/Há uma lei para os ricos e uma para os pobres/E há outra lei para os cantores/É morrer jovem e viver muito mais/Gastar seu dinheiro, sentar e indagar/Ninguém veio de longe/E disse: "Cara, sua música realmente é demais"

 

Eu acredito que devo falar a verdade/E dizer as coisas como elas são/Mas se eu disser a verdade e nada além da verdade/Serei um astro um dia?/Ninguém sabe que é verdadeiro e quem é falso/Todos gritando muito alto/É só o brilho e o resplendor de todo esse desperdício/Onde está minha roupa de Robin Hood?/Bem, eu fui e voltei antes que você piscasse os olhos/Ninguém nunca se importou em se despedir/Dinheiro é bom assim como o tempo que você tem para a diversão e jogos sem fim/Mas você acaba gastando seu dinheiro e jaz na cama esquecido/E se pergunta o porquê você fez isso/Ninguém veio de longe/E disse: "Cara, quem é esse aí?"



Escrito por cucci às 22h34
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Início da série “Quadrinhos sem talento”

O Eremita adora histórias em quadrinhos, tiras, cartuns, charges e coisa do gênero. Sempre teve vontade de criar suas próprias criações, mas sempre esbarrou em dificuldades como não saber desenhar nem mal ou no seu pouco jeito com as palavras (quem usaria “criar” e “criações” na mesma frase? Ou repetiria “sempre” após nove palavras?). Porém, sempre (de novo!) me inspirei nas palavras do filósofo austríaco Gonif Doe:  “muitos daqueles que não tem talento são abençoados com a dádiva da persistência, o que garante o divertimento daqueles que os seguem”. Pensando nisso, fui em frente e estou aqui publicando para divulgação mundial esta criação ousada, revolucionária e geométrica. No fundo, nada mais é do que a expressão de um capricho, uma forma de expor criações pessoais, como aqueles pintores que pintam mal e expõem seus quadros em restaurantes. Eu espero que eu goste.



Escrito por cucci às 22h12
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