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Rock Brado
 


Deep Purple: plômbico e margador!

 

Só mesmo um show da melhor banda de Rock de todos os tempos para tirar O Eremita de sua caverna em plena quarta-feira. Estivemos lá, eu e meu filho Pedro, para passar duas horas de uma experiência plômbica. Assim como na vez passada (2011) a vinda do Purple foi registrada de forma discretíssima pela mídia paulistana. Eu vi apenas duas publicidades em jornal e mais nada. Não saiu nem na lista de shows da semana da Vejinha! Tampouco achei muitas críticas das apresentações. Por isso resolvi escrever esta, para que, pelo menos, a fiel legião de leitores deste blog saiba o que aconteceu. O quê, é difícil acreditar em “legião de leitores”? Que tal o equivalente à torcida da Lusa de leitores? Também não? Acreditaria em eu mesmo e minha mulher, que, aliás, só acessa o blog quando eu peço? Para não dizer que esta mais recente turnê não teve repercussão nenhuma, uma frase extraída de uma entrevista do Gillan para o jornalista, grande Purplemaníaco e, assim como eu, usuário do CPAP Marcelo Soares na Folha de São Paulo (edição de 11.nov.14) foi reproduzida na seção “Veja esta”, da revista Veja, edição 2.400: “Ninguém que eu conheça da minha geração, tirando gente que quer chamar atenção, está no Facebook ou no Twitter. A gente se comunica de outros jeitos: escreve, telefona. Quando tem algo a dizer!”.

São Paulo, 12 de novembro de 2014. A cidade não vê chuvas há muito tempo. O local é o “Espaço das Américas”, no bairro da Barra Funda (alguns nomes de bairros de São Paulo são pouco inspirados).  Ali do lado fica a Allianz Parque, que está quase pronta.  Um show está para começar. É uma banda de Rock inglesa, das antigas. Pouco depois da hora marcada, dez da noite, refletores desligados, entra uma gravação com o tema "Mars, the bringer of war", do compositor inglês Gustav Holst, falecido em 1934 (*). Em seguida, senhores de 70 anos surgem no palco. A primeira música começa. É um Rock pesado, que fala sobre mulheres e carros. Portanto, romantismo zero. Como é que eu fui me emocionar? Na hora, nem percebi que aquele embaçamento na minha visão não era do vapor que emanava da aglomeração de pessoas do  lugar agindo nas lentes do meus óculos. Aquilo foi provocado por lágrimas de canto de olho. O que estava acontecendo? Lá na frente aqueles senhores tocavam uma música que eu já ouvi milhares de vezes. Desde meus quinze anos. À minha volta tinha de tudo: adolescentes, como meu filho; velhos à paisana, como eu; velhos paramentados com o kit básico: camiseta da banda - alguns usavam bandanas; senhoras já maduras, acompanhando os velhos paramentados, também devidamente produzidas (roupa preta, casaco de couro etc). O que me marejou foi o clima. Bastaram os primeiros acordes para todo mundo começar a pular, acenar, filmar, cantar com o Gillan, todos explodindo.  Parecia uma comemoração de gol, só que com cinco minutos de duração. Muito emocionante. Daria até para chorar. Coisa que, afinal, acabou acontecendo comigo. Sorte que naquela confusão, ninguém viu. Afinal, eu não tenho reputação nenhuma a zelar. Será que foi só eu?

Não sei se embriagado pela emoção toda, mas achei o show muito acima das minhas expectativas. O grande destaque foi o Paice, que continua uma máquina de bater. Ele deve ser uma espécie de mutante, com alguns braços e pernas a mais, que ficam escondidos e só aparecem quando senta na bateria. O solo foi muito bom, como todo solo de bateria deveria ser: breve, mas agarrador. Este teve um charme especial: luzes apagadas, Paice usando baquetas especiais, com leds nas pontas, que ficavam mudando de cor, dando um complemento visual bem interessante. Nos movimentos mais rápidos ficava uma trilha luminosa no ar. Não anotei a sequência das músicas. Tampouco memorizei. Estou velho. Mais novo que os caras da banda, o que me deixa preocupado – vou ter o mesmo gás que eles? “Highway star”, conforme citei, abriu o show. Depois vieram algumas dos anos 70, como “Hard lovin’ man”, “Into the fire” e “Strange kind of woman”. Do disco novo foram incluídas “Hell to pay”, “Uncommon man” e “Vincent Price”, todas muito bem executadas. Uma das marcas de nascença da banda continua: as músicas soam ainda melhores ao vivo.

Em shows atuais do Purple sempre há a expectativa: e o Gillan? Evidentemente que não se pode esperar que ele cante como no “In Rock”, mas, considerando sua idade, o fato de que nossa voz inexoravelmente vai se degradando junto com o corpo e que cantar depende apenas da parte física do ser humano (não é como apertar uma tecla ou bater em um tambor), ele esteve bem. Julgar seu desempenho desconsiderando esses pontos é ridículo. É o maior vocal de todos os tempos, incontestavelmente, a despeito de qualquer outro julgamento.

No mais, gostei da casa: ampla, com boa infraestrutura. Teve banda de abertura (cujo nome é o muito trocadilhável “Cruz”). O preço de tudo por ali era exorbitante: uma camiseta do Purple, que nem era lá muito bonita, custava R$ 80,00; uma cerveja (não que eu fosse beber, porque iria dirigir), estava muito cara (esqueci o preço, mas era muito, muito cara, cara!). Só sei que todos nós nos ali passamos duas horas muito felizes. Valeu. Margador!

(*) evidentemente que eu não reconheci o tema. Meu conhecimento em música clássica se resume ao “Concerto for Group and Orchestra” e à Nona Sinfonia de Mozart (aquela do “tchan tchan tchan tannn...ou será que é de Bach?). Extraí essa informação da boa crítica publicada no site “Território da Música”. Para quem quiser ficar realmente bem informado sobre o show (só que de terça) o endereço é: www.territoriodamusica.com.

 



Escrito por cucci às 21h54
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