Arquivos
 10/07/2016 a 16/07/2016
 12/04/2015 a 18/04/2015
 22/03/2015 a 28/03/2015
 15/03/2015 a 21/03/2015
 01/03/2015 a 07/03/2015
 22/02/2015 a 28/02/2015
 15/02/2015 a 21/02/2015
 01/02/2015 a 07/02/2015
 25/01/2015 a 31/01/2015
 18/01/2015 a 24/01/2015
 04/01/2015 a 10/01/2015
 30/11/2014 a 06/12/2014
 16/11/2014 a 22/11/2014
 02/11/2014 a 08/11/2014
 26/10/2014 a 01/11/2014
 14/09/2014 a 20/09/2014
 31/08/2014 a 06/09/2014
 20/07/2014 a 26/07/2014
 13/07/2014 a 19/07/2014
 06/07/2014 a 12/07/2014
 08/06/2014 a 14/06/2014
 04/05/2014 a 10/05/2014
 20/04/2014 a 26/04/2014
 16/03/2014 a 22/03/2014
 02/03/2014 a 08/03/2014
 23/02/2014 a 01/03/2014
 29/12/2013 a 04/01/2014
 08/09/2013 a 14/09/2013
 21/07/2013 a 27/07/2013
 07/07/2013 a 13/07/2013
 05/05/2013 a 11/05/2013
 31/03/2013 a 06/04/2013
 17/03/2013 a 23/03/2013
 16/12/2012 a 22/12/2012
 18/11/2012 a 24/11/2012
 23/09/2012 a 29/09/2012
 29/07/2012 a 04/08/2012
 15/07/2012 a 21/07/2012
 03/06/2012 a 09/06/2012
 15/04/2012 a 21/04/2012
 18/03/2012 a 24/03/2012
 04/03/2012 a 10/03/2012
 26/02/2012 a 03/03/2012
 19/02/2012 a 25/02/2012
 16/10/2011 a 22/10/2011
 04/09/2011 a 10/09/2011
 31/07/2011 a 06/08/2011
 19/06/2011 a 25/06/2011
 09/08/2009 a 15/08/2009
 05/07/2009 a 11/07/2009
 10/05/2009 a 16/05/2009
 29/06/2008 a 05/07/2008
 13/04/2008 a 19/04/2008
 23/03/2008 a 29/03/2008
 13/01/2008 a 19/01/2008
 06/01/2008 a 12/01/2008
 30/12/2007 a 05/01/2008
 23/12/2007 a 29/12/2007
 25/11/2007 a 01/12/2007
 18/11/2007 a 24/11/2007
 01/07/2007 a 07/07/2007
 29/04/2007 a 05/05/2007
 22/04/2007 a 28/04/2007
 08/04/2007 a 14/04/2007
 01/04/2007 a 07/04/2007
 04/03/2007 a 10/03/2007
 04/02/2007 a 10/02/2007
 21/01/2007 a 27/01/2007
 14/01/2007 a 20/01/2007
 31/12/2006 a 06/01/2007
 03/12/2006 a 09/12/2006

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Rock Brado
 


Fadas usam botas

 

Desta vez este autocrático blog abre espaço para um de seus leitores mais assíduos (o outro leitor assíduo sou eu), o Alexandre Gibin, que me enviou este ótimo texto (valeu, Gibin!) de sua autoria, com alguns enxertos importados do UOL e que celebra o aniversário de um disco que foi lançado há 45 anos.

Pela coincidência de datas citada no texto, o ideal é que eu tivesse feito a postagem na sexta feira da semana passada, o que, obviamente, não aconteceu. Entretanto, como diria o lendário editor americano J. J. Jameson: “bons artigos são como joias, precisam ser mostrados e apreciados. Devem ser publicados de qualquer maneira. Só há uma coisa que justifique engavetar um bom artigo: se ele estiver falando mal de mim”.

Sexta-feira 13 é um grande dia. Há quem diga que é o melhor dia do ano, e tendo a concordar. E sexta-feira 13 de fevereiro acontece só de 45 em 45 anos, pelas minhas contas, então o dia é mais do que especial. Foi o dia em que, em 1970, foi lançado o álbum mais importante da história da música pesada, gravada por quatro jecas de Birmingham que não tinham a menor ideia do tamanho da obra que perpetraram, segundo o escritor inglês Mick Wall.

“Black Sabbath'' é um marco na história do rock, quase tão importante quanto o primeiros singles de Bill Haley e Elvis Presley e “Please Please Me'', a estreia dos Beatles em álbum, em 1963. Discute-se se “Helter Skelter'', dos Beatles, contida no “Álbum Branco'', de 1968, seria o pontapé inicial do heavy metal, ou qualquer música do Blue Cheer, banda de garagem, digamos assim, dos anos 60. As opiniões são muitas, mas não perca muito tempo com elas: crave a estreia do quarteto Black Sabbath como marco inicial – ou principal, como queira.

Nada tão pesado, funesto, sujo, assustador e insano havia sido produzido na música. Alice Cooper, Arthur Brown e Sir Lord Baltimore perdiam de longe. Em termos de insanidade, Frank Zappa ganhou um concorrente de peso (literalmente). Os portões do inferno foram abertos e a fúria, a ira e violência, em vários níveis, ficaram impregnadas no rock desde então.

A banda entrou no estúdio em Londres, em janeiro de 1970, para gravar com o dinheiro contado. Tudo muito simples, direto, reto e sem a menor sofisticação. Foram sete músicas em apenas um dia – “Evil Woman'' tinha sido registrada um mês antes e seria o primeiro single.

“Entramos no estúdio e fizemos tudo num dia só: tocamos nosso repertório daquele tempo e pronto. Achamos até que um dia era tempo demais [para gravar um disco], então viajamos no dia seguinte para tocar na Suíça por um cachê de 20 libras'', diz o guitarrista Tony Iommi no livro de Mick Wall e em sua autobiografia.

Iommi lembra que gravaram ao vivo no estúdio, com poucos ajustes: “Pensamos assim: 'Temos dois dias para fazer tudo, e um dia é só para a mixagem.' Então tocamos ao vivo. Ozzy cantava ao mesmo tempo; nós o pusemos num canto separado e fomos em frente. Nunca fizemos uma segunda versão da maior parte do material.''

Em outro bom livro sobre a banda, de Martin Popoff, o baixista Geezer Butler ironizou a rapidez e a simplicidade da gravação e cutucou, ainda de leve, a produção de Rodger Bain, indicado pela gravadora. “Tínhamos 21 anos, mal havíamos tocado fora das Midlands (região de Birmingham, na Inglaterra, terra natal dos quatro membros). Totalmente inexperientes, ficamos extasiados com a chance de gravar um disco, mas pouco sabíamos o que estávamos fazendo, o que, aliás, parece que foi a tônica de todos os que trabalharam no álbum.''

Décadas depois, seus autores dizem conseguir certo distanciamento para fazer críticas pontuais. Iommi não gostou da mixagem, achou que, na época, os instrumentos soavam baixos e abafados. Butler reclama um pouco da produção fria e sem vida em algumas músicas, especialmente em “Behind the Wall of Sleep''. Ozzy Osbourne, no necessário “Eu Sou Ozzy'', menciona certa estridência em sua voz em algumas passagens de “Fairy Wear Boots'' e “N.I.B.''

Quarenta e cinco anos, tudo isso se torna irrelevante, ainda que saia da boca de seus autores. “Black Sabbath'', o álbum, é perfeito até demais, principalmente em suas imperfeições – ou supostas imperfeições. “Black Sabbath'', a música, possibilitou um mundo de possibilidades, ajudando a empurrar a era do “paz e amor'' para o limbo. Soturna, sombria, assustadora, trazia o Mal para o primeiro plano, sem que necessariamente os quatro tivessem entusiasmo com o Mal.

“Filmes de terror, violência ou temas supostamente ocultos e diabólicos nunca passaram de apenas temas para canções. Só isso. Pareceu legal e oportuno escrever sobre isso na época'', relativiza Butler a respeito das letras das músicas. ''Odiávamos os hippies com todas as forças. 'Paz e amor' porra nenhuma, o mundo inteiro fodido, com guerras, fome, corrupção, pobreza extrema mesmo na Europa e na América, violência, e esses malditos chatos torrando a paciência falando do sol, dos rios e das florzinhas. Adoramos ter chutado tudo isso'', proclama Ozzy sem sutilezas.

Ainda que os dois covers soem deslocados, dependendo do ponto do vista, de forma alguma interferem na qualidade e importância do álbum. “Evil Woman'', da banda obscura Crow, e “Warning'' (Aynsley Dunbar Retaliation) são temas fortes, mas que destoam um pouco do clima.

“The Wizard'' estabelece um novo padrão de guitarras e saturadas, assim como “N.I.B.'' se torna a grande referência temática e melódica do quarteto em seus primeiros tempos. Mesmo a pouco citada “Sleeping Village'' está impregnada de todos os elementos que estabeleceram o Sabbath como gigante do rock e mestre do heavy metal. Portanto, celebremos a sexta-feira 13, todas as sextas-feiras 13. E louvemos ainda mais toda sexta-feira 13 de fevereiro, pois ela sempre será um marco histórico dentro da cultura ocidental.

 



Escrito por cucci às 18h54
[] [envie esta mensagem
]





E o concurso d’O Eremita continua, cada vez mais aberrante!

 

Os candidatos não param de surgir. Esta série já virou um viral. Estou pensando em vender o conceito (ou o projeto? Qual é a palavra mais chique?) para a TV, para que montem um reality show. Gente que compra pacotes do BBB compra qualquer coisa. Empreendedor, é o que eu sou.



Escrito por cucci às 18h48
[] [envie esta mensagem
]





Mais concorrentes para o concurso mais comentado na  caverna d’O Eremita!

 

Sim, senhores e senhoras, isto é uma série. Vai ser como o usual em casos como este - conforme as tiras forem sendo publicadas, o assunto vai se esgotando, até que a última tenha qualidade sofrível. Isso fará com que a ficha caia e o Eremita deixe de insistir com essa história. O problema é que pode ser que demore um pouco, pois, se houvesse algum rigor com a qualidade por aqui, esta série nem teria chegado nesta segunda parte. O Eremita, sábio que é, sempre se guia pelos ensinamentos do filósofo francês Yves Melincot, que, entre seus vários conselhos iluminados e diferenciados, dizia: “há valor até em repetir um erro: você vira um especialista, coisa que o mercado valoriza”.



Escrito por cucci às 20h38
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]