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Rock Brado
 


Olho atento na mídia – 2

 

 

 

 

Como não se incomodar com essas espertezas e manias da mídia?

 

O governo tem mania de obrigar os anunciantes de determinados produtos a inserir mensagens ao final do comercial. Aí surgem as distorções absurdas e irritantes, como aquela fala editada e em supervelocidade para que você consulte um médico se sua automedicação não deu certo. Ou então aqueles textos em letras microscópicas expostos por um décimo de segundo ao final dos comerciais de automóvel que, supostamente, deveriam trazer as condições de compra, mas que são impossíveis de serem lidas. Se alguém escrever no meio desse texto algo como “se você comprar este automóvel o fabricante poderá escravizar algum membro de sua família por tempo indeterminado”, ninguém vai saber. São coisas que estão lá só para cumprir as imposições do governo, sem que tenham nenhum efeito, exceto, é claro, irritar.

 

E as novas manias da mídia? Toda vez que é citado que um determinado caso de homicídio será considerado culposo é colocada a frase “quando não há intenção de matar”. É impressionante como 100% dos veículos de comunicação aderiram a essa forma. Já deve ter gente achando que essa é uma condição obrigatória: falou “culposo”, cole o compulsório “quando não há intenção de matar”. Por que não falar “homicídio não intencional”? Porque aí seria ir contra o jargão combinado entre todas as mídias? Ou então porque perderiam a oportunidade de irritar o ouvinte/leitor?

 

Outra mania: o “pelo menos”. Como todo mundo tem medo de errar, qualquer indicação de quantidade agora vem antecedida do “pelo menos”. Por exemplo: “o acidente resultou em, pelo menos, 157 vítimas”. Ou seja, se amanhã surgirem mais algumas vítimas, ninguém vai acusar o erro. Só que isso virou uma praga e o “pelo menos” vem atrelado a qualquer quantidade. Outro dia ouvi um repórter dizendo que a árvore que caíra tinha atingindo pelo menos dois automóveis. Como assim, “pelo menos”? Não dá para contar e ter certeza? Será que alguém vai deixar de perceber um carro embaixo de uma árvore? Qualquer dia vamos ouvir que o time entrará em campo com “pelo menos” 11 jogadores.

 

Tem mais coisas que irritam O Eremita. Vício de linguagem é uma delas. Se a pessoa trabalha em rádio, o mínimo que poderia fazer seria ter uma boa dicção e uma linguagem fluente, livre de cacoetes, como inserir a cada sete ou oito palavras o “enfim”. Coisa enervante. Um dos vícios mais comuns e mais irritantes é o “quer dizer”. Tem vários jornalistas que quando precisam falar sem um seguir um texto que está à sua frente enfiam o “quer dizer” no meio de todas as frases, quer dizer, é um negócio que dói nos ouvidos. Não tem ninguém para dar um toque nesse pessoal? Quer dizer, tem que ser O Eremita?

 

Mudando bruscamente o enfoque, vamos a outro ramo da mídia: a venda de livros, discos e DVDs pelas editoras de revistas e jornais. É um jeito inteligente de aumentar as vendas, aproveitando algumas facilidades que a estrutura do jornal dispõe, como gráfica, distribuição e, principalmente, a publicidade, que pode ser inserida nas próprias páginas da publicação. Atualmente há um abuso disso. As propagandas dos lançamentos acabam ocupando parte significativa dos jornais e revistas, o que incomoda (não chega a irritar, mas incomoda).

 

Lembro-me que, quando eu era moleque, a Editora Abril começou a venda de fascículos nas bancas de jornal, que vinham acompanhados de discos. Meu pai costumava fazer as coleções. A mais antiga entre as que restaram na minha memória era uma série sobre música clássica, com a capa toda branca e enfocando um compositor a cada fascículo. Acompanhava um disco (de vinil, obviamente) que tinha um tamanho especial, menor do que um LP, mas maior do que um compacto. Em seguida saiu uma coleção de música brasileira, de capa preta. Ouvi várias vezes alguns desses discos quando era criança, como o que continha os “Concertos Brandeburgueses”, de Bach. Mesmo os de MPB eu ouvia! Gostava muito do disco que acompanhava o fascículo do Jorge Ben, que o corretor ortográfico do Word está insistindo para que eu grafe como “Bem”. Depois vieram várias outras coleções, como uma dedicada ao Jazz.  Esta, em LPs. É mais recente do que as anteriores (saiu em 1980), reproduzida sob licença de uma editora italiana. Tenho ainda um fascículo dessa coleção, o dedicado à Ella Fitzgerald, em que ela canta “Sunshine of your love”, aquela mesma, do Cream!

 

Em 1996 a editora espanhola Altaya, lançou a coleção “Mestres dos Blues”, já em CD. Foram nada menos do que sessenta edições, no esquema CD + fascículo. O Eremita colecionou e tem os CDs até hoje, assim como os fascículos, cujos textos foram horrivelmente traduzidos, tornando a leitura mais cansativa do que a deste blog. A maioria é dos discos tem boa qualidade de repertório, mas tem umas picaretagens no meio, como são os casos dos CDs do Jimmi Hendrix e do Johnny Winter, em que foram usadas apenas faixas que não fazem parte do catálogo oficial dos artistas. São gravações de baixa qualidade e pouco representativas da carreira desses guitarristas. Existem vários CDs com essas mesmas gravações, com capas variadas, lançados por gravadoras especializadas em discos de baixo custo, daqueles que acabavam entulhando as estantes de promoções. 

 

Citei tudo isso porque o jornal Folha de São Paulo está lançando uma coleção chamada de “Soul & Blues”, com 30 discos, sendo 15 de cada estilo. Preocupou-me a parte do Blues, pois dez dos discos são de artistas que estão na coleção “Mestres dos Blues”, e, entre eles, Johnny Winter. Espero que não seja mais uma versão da antiga picaretagem. Outro item que faz parte da coleção é o de Robert Johnson. Pela sua posição histórica, defender sua inclusão nessa coleção é muito fácil. Difícil é contestar sua presença. Vou tentar, usando a lógica.  Quem é fã de Blues certamente já tem as gravações contidas no CD, uma vez que Johnson teve gravadas apenas 29 músicas, que já foram lançadas e relançadas centenas de vezes. Quem não é tão fã assim, e acabar por colecionar os fascículos (por exemplo, um fã de Michael Jackson que comprar o do “Jackson Five” da parte “Soul” da coleção e depois resolver completar. Tem gente que é assim, não consegue deixar uma coleção incompleta. Tem gente também que nunca sabe quando parar ao escrever um texto em um parêntesis), provavelmente não vai gostar do CD do Robert Johnson, porque, apesar de clássico, não é uma audição fácil. Retomando, seria melhor dedicar o volume de Johnson a outro músico, lançando algo inédito (ou pouco conhecido) por aqui, a exemplo do que será feito no último item da coleção, que trará Shemekia Copeland, filha do blueseiro Johnny Copeland (este não fez parte da “Mestres dos Blues”).

 

Portanto, como foi citado, além dessa, que aborda o Soul e o Blues, já tivemos coleções de Jazz, MPB, música clássica e até de Rock’n’Roll (pela já referida editora Altaya). Gostaria de saber por que até hoje não lançaram uma coleção sobre as grandes bandas de “Classic Rock”. Poderia ser uma coleção desse tipo, ou seja, CD + livreto, abordando as 20 bandas mais importantes (em termos de qualidade musical) do Rock. Já deixo aqui lançada a ideia (entulhemos a caixa postal da Folha com pedidos!) e também minha sugestão de lista dos 20 nomes (oh, não, eu não estou fazendo isso, uma lista! Sim, sim, farei, é mais forte do que eu...Quase tão forte quanto a mania dos parêntesis excessivos).

 

Segundo minhas definições de “Classic Rock” e “qualidade musical”, os nomes são: Deep Purple, Black Sabbath, Yes, King Crimson, Gentle Giant, Genesis, Lynyrd Skynyrd, Led Zeppelin, Uriah Heep, Free, Bad Company, Rainbow, Whitesnake, Gillan, Kansas, UFO, Premiata Forneria Marconi, Aerosmith, Pink Floyd e Jethro Tull. Se alguém estranhar a ausência de nomes consagrados como The Who, Kiss e Queen, esclareço que foi um esquecimento meramente proposital.

 

 



Escrito por cucci às 20h24
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